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COMO AJUDAR ALGUÉM OBESO OU COM DISTÚRBIO ALIMENTAR

agosto 3, 2018

Se você ou alguém que você conhece sofre de um distúrbio alimentar, é importante procurar ajuda imediatamente. Familiares e amigos também podem ajudar.

Ao se aproximar de uma pessoa com um distúrbio alimentar, é importante falar de uma forma amorosa e não de confronto. Escolha um momento em que você pode falar com a pessoa em particular. Tente manter-se positivo, calmo, focado e respeitoso durante as conversas.

A pessoa pode negar ter um distúrbio alimentar ou pode ficar irritado e na defensiva. No entanto, é importante que você não desista. Ainda assim, saiba que você não pode forçar alguém a mudar. A decisão de recuperar tem que vir deles. Mas você pode ajudar, deixando claro que você vai continuar a estar lá para ele ou ela, com sua compaixão e apoio, sempre que a pessoa estiver pronta para enfrentar o problema.

Existem coisas que você pode fazer para ajudar, mas para isso é preciso ter certos cuidados como os que vou dizer a seguir.

O que fazer

  • Converse com a pessoa quando você estiver calmo e não frustrado ou emocional

  • Seja paciente e não-julgue

  • Procure informar-se mais sobre distúrbios alimentares

  • Oiça

  • Mostre simpatia e compreensão

  • Mostre que você se importa, pergunte com a pessoa se está sentindo

  • Sugerir que a ajuda profissional pode ser necessária

  • Incentivar procurar ajuda e oferecer-se para a acompanhar

  • Seja honesto

  • Mostre que você só quer o melhor para ele / ela

  • Lembre-se que a recuperação leva tempo e os alimentos podem ser sempre uma questão difícil

  • Ajuda a pessoa a ser paciente

  • Tenha compaixão quando a pessoa levanta questões dolorosas sobre os problemas subjacentes

  • Pergunte o que você pode fazer para ajudar

  • Seja flexível e aberto com o seu apoio

  • Incentive as actividades sociais que não envolvem comida

  • Incentivar todas as actividades sugeridas pela equipa de saúde e tratamento

  • Elogie a personalidade da pessoa, os sucessos, as realizações

  • Tente ser um bom modelo

  • Relembre a pessoa que há pessoas que se importam

  • Entenda que a pessoa não está à procura de atenção ou pena

O que não fazer

  • Acusar ou provocar sentimentos de culpa

  • Demanda mudanças de peso (mesmo que clinicamente se justifique para a saúde)

  • Coloque horários em recuperação

  • Dar mais ajuda do que você está qualificado para dar (como por exemplo fazer o papel de “médico”)

  • Tentar controlar a vida da pessoa

  • Colocar culpa ou criticar

  • Insistir que a pessoa coma cada prato na mesa

  • Convidar a pessoa para comer fora ou ir comprar roupa

  • Fazer do comer, comida, roupas, ou a aparência serem o foco da conversa

  • Não comentar a aparência

  • Tentar mudar as atitudes da pessoa sobre comer

  • Usar tácticas de intimidação para a pessoa ir para tratamento

  • Entrar em contacto com os médicos do paciente por trás de costas

  • Fazer promessas que não as possas cumprir (como prometer não contar a ninguém”)

Os distúrbios alimentares são um problema complexo, e questões alimentares e de peso são apenas os sintomas de um problema mais profundo. Mostre compaixão para com a dor e a confusão que essa pessoa está a sentir.

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“O ENSINO DA OBESIDADE NOS CURSOS  DE MEDICINA DO BRASIL: UMA PROPOSTA DE MUDANÇA”

agosto 3, 2018

“O ENSINO DA OBESIDADE NOS CURSOS  DE MEDICINA: UMA PROPOSTA DE MUDANÇA”

Henri Fernando Bischoff  

médico anestesiologista, Mestre em Educação com atuação no ramo da obesidade e nutrição

 

RESUMO

A obesidade se caracteriza como objeto de estudo do presente artigo, cujo problema reside na  seguinte questão: Porque o Ensino da  Medicina  tem sua atenção voltada  para a anorexia e a bulimia nervosa, definidas como transtornos alimentares, os quais fazem parte do grupo de transtornos psiquiátricos caracterizados por padrões anormais da alimentação,  se estes são apenas os mais comuns e os mais definidos?Poderiam  os demais transtornos alimentares que  não são apresentados como desordens psiquiátricas aos médicos e estudantes nos Tratados de Medicina, os quais, representam um universo muito maior do que se acredita, estarem sendo tratados sem a devida atenção requerida e, assim , explicar a peça do quebra-cabeças que estava faltando no modelo paradigmático? No sentido de responder provisoriamente estas questões, abordar-se-á de forma ampla sobre a temática: O ensino da obesidade nos cursos de medicina: uma proposta de mudança paradigmática?

 

 

Palavra-Chaves: Transtornos alimentares; obesidade; psiquiatria; cursos de medicina.  

 

SUMMARY 

 

The obesity is characterized as object of study of the present article, whose problem lives in the following subject: Why the Teaching of the Medicine has your attention returned just for the anorexia and the nervous bulimia, defined as alimentary upset, which are the ones part of the group of psychiatric upset characterized by abnormal eatings patterns, if these are just the most common and the more defined? They were able to the other alimentary upset what are not presented as psychiatric disorders to the doctors and students in the Treaties of Medicine, the ones which, represent a very larger universe of  than it is believed, be they being treated without the due requested attention and, like this, to explain the piece of  puzzles that was lacking in the paradigmatic model ? For  answering these subjects,  will be approached in a wide way on the theme: The teaching of the obesity in the medicine courses: a proposal of change paradigmatic?

 

 

Key words: Alimentary upset; obesity; psychiatry; medicine courses.

 

 

1 Considerações Iniciais

 

A obesidade é a mais comum das desordens nutricionais nos Estados Unidos, e custa mais de cem bilhões de dólares americanos, por ano, em despesas médicas relacionadas.

Estima-se que aproximadamente 60% dos americanos adultos estão com sobrepeso e/ou obesidade. Aproximadamente 60% dos homens e 51% das mulheres nos Estados Unidos têm sobrepeso ou inclusive estão obesos. Ao interpretar esses dados, contudo, é importante lembrar que há uma relação inversa entre o estado socioeconômico e a obesidade, especialmente entre as mulheres.

A simples ocorrência de tais números demonstra a ineficácia do tratamento conservador. Sob a ótica Kuhniana, algo existe no modelo paradigmático, que não responde a todas perguntas do quebra-cabeças.

Uma porção significativa da variação de peso é genética. Menos de 1% dos pacientes obesos tem uma doença subjacente que possa explicar sua obesidade. As endocrinopatias são as causas secundárias mais comuns de obesidade, dentro desse universo de um por cento. Noventa e nove por cento dos pacientes obesos não tem sua causa nas endocrinopatias (CÉCIL, 2005).

O Brasil é o país com o maior número de faculdades de medicina do mundo, e, apesar disso, a maioria dos médicos não recebe treinamento específico para avaliação e controle da obesidade, a despeito do fato de uma grande parcela de seus pacientes estar, possivelmente, com excesso de peso, ou ser francamente obesos. Embora tenha havido progressos na compreensão da fisiopatologia e do tratamento da obesidade, mesmo assim, continua sendo uma doença de difícil tratamento (CFM- 2006).

Faz-se necessário uma devida compreensão das contribuições do decréscimo da atividade física relacionada com o trabalho, do decréscimo das atividades da vida diária e do aumento do comportamento sedentário e dos transtornos alimentares caracterizados por padrões anormais de alimentação e atitudes erradas sobre a importância do corpo e do peso,  para ajudar o médico a interagir com o paciente para descobrir padrões que possam relacionar-se com o aumento de peso.

Existem mudanças nos ambientes ocidentais que estão conspirando para expor as tendências de obesidade nas pessoas com suscetibilidade constitucional ou genética favorável. Médicos pesquisadores que estejam atentos para estes fatores ambientais são mais eficientes em ajudar seus pacientes obesos a identificar quais desses fatores ambientais estão contribuindo em maior proporção para o problema e a desenvolver programas com maior possibilidade de sucesso.

 

2 O ENSINO DA OBESIDADE NOS CURSOS  DE MEDICINA: UMA PROPOSTA DE MUDANÇA PARADIGMÁTICA

 

No ensino da medicina costuma-se apresentar-se a obesidade enquadrada em escalas analíticas como Índice de Massa Corporal e, associa-se ao aumento desse índice ao número de complicações metabólicas associadas à obesidade.

Os transtornos alimentares fazem parte de um grupo de transtornos psiquiátricos caracterizados por padrões anormais da alimentação e atitudes erradas sobre a importância  do peso e do corpo, especificamente, a avaliação da auto-estima com base no peso. Os mais comuns e mais definidos transtornos alimentares citados na literatura médica são a anorexia e a bulimia nervosa. A característica de anorexia nervosa é a busca de emagrecimento mesmo diante de extrema magreza. A definição de bulimia nervosa é um ciclo de compulsão alimentar seguido de comportamento compensatório e inadequado para evitar ganhar peso ( p.ex., vômito auto-induzido, uso indevido de laxantes e diuréticos, jejum, excesso de exercícios) e exagerada preocupação com o peso corporal.

No modelo tradicional, apenas a bulimia e a anorexia nervosa são tratadas como desordens psiquiátricas propriamente ditas, recebendo tratamento e acompanhamento de  profissional médico especializado na área psiquiátrica, ao passo que os demais pacientes que apresentam obesidade, inclusive obesidade mórbida, tem seu tratamento encaminhado ao médico endocrinologista, mesmo sabendo-se que a literatura aponta o envolvimento das endocrinopatias em menos de 1% como doença subjacente que possa explicar sua obesidade.

Observando-se os quadros de obesidade que não se encaixam nos padrões de anorexia e bulimia nervosa, nota-se variantes de transtornos do comer compulsivo que são tratados no modelo tradicional como desordem nutricional e está baseada em abordagem por meio de dietas, atividades físicas, modificação de comportamento, farmacoterapia ou cirurgia bariátrica (CÉCIL, 2005).

Note-se que há uma tendência histórica em “destinar” os cuidados da  obesidade aos domínios da endocrinologia, mesmo à luz dos conhecimentos atuais em saber que seus conhecimentos não abrangem mais do que um por cento da fisiopatologia da obesidade. Não caberia nesse artigo discorrermos sobre todas as origens que levaram a endocrinologia ser o campo do saber médico destinado a tratar obesidade até os tempos atuais, o que se sabe é que se acreditava, no princípio, tratar-se de um distúrbio glandular.

Em 1998,  a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontava que:

 

A obesidade afetava 5 a 10% da população mundial. Ou seja, mais de 250 milhões de pessoas. Atualmente, esses números foram ultrapassados: estima-se que haja 700 milhões de pessoas com excesso de peso e 350 milhões de obesos. Em outras palavras, mais de um bilhão de pessoas estão acima da faixa de peso ideal ( ROBERT, 2003, p.30).

 

O paradigma tradicional tem na reeducação alimentar uma das suas colunas mais sólidas do seu tratamento representado pela dieta. Como foi dito anteriormente, somente a anorexia e a bulimia nervosa são tratadas como desordens psiquiátricas, restando todas as demais classes de obesidade, como distúrbios não psiquiátricos.

Ora, em uma patologia que tem como base de enfrentamento fazer dieta, supõe-se que o sujeito esteja apto para tal intento, haja visto que o mesmo não é portador de nenhum “distúrbio psiquiátrico” que o impeça de realizá-lo, portanto, conclui-se que o mesmo, ao ser fornecido uma dieta, tem capacidade para seguí-la e de reeducar-se!

Aos olhos dos profissionais da saúde, da sociedade, da família e do próprio paciente surge esse estranhamento ao ver o insucesso do plano dietético fornecido, uma vez que o paradigma está fundado no princípio de que o paciente tem o controle sobre aquilo que ele pode ingerir ou não.

O que explicaria, então o aumento crescente da obesidade e a expressiva taxa de insucessos terapêuticos?

Em nosso entendimento, o paradigma tradicional tem uma falha ao tratar apenas como transtornos psiquiátricos os transtornos alimentares definidos como anorexia e bulimia nervosa, deixando os demais subgrupos de obesidade subentendidos ou mal-definidos como transtornos psiquiátricos. Faz-se necessário enfatizar veementemente o aspecto compulsivo das demais formas de obesidade, salientando-se que, os portadores da mesma não tem competência para seguir dietas, pois também são portadores de um transtorno psiquiátrico caracterizado como transtorno alimentar compulsivo de variante atenuada.

Seguindo essa linha de pensamento, a obesidade é uma forma de adicção aos farináceos e doces (não de gorduras) que acomete os pacientes no final da tarde ou início da noite (happy-hour), preferencialmente no domicílio do paciente (fuga do social), que se estende até o horário do paciente adormecer. Pela manhã, o paciente não sente fome, come pouco no almoço, e, à tardinha o ciclo reinicia-se.

O ponto chave evidenciado é a incapacidade do paciente deixar de ingerir farináceos ou doces ao chegar em casa. O mesmo acaba engordando, e, para continuar alimentando seu “vício” passa a enganar-se com similares: Pão preto, pão light, torradas, biscoitos integrais, entre outros.

O paciente deveria ser incentivado a ingerir sua carga de farináceos e doces pela manhã até o horário do almoço deixando a tarde para a ingestão de frutas e proteínas para a noite. É importante frisar que as gorduras não despertam a compulsão alimentar a essa parcela de pacientes compulsivos por farináceos, portanto, poderão ser ingeridas a qualquer horário do dia, desde que não associadas a farinha ou doces após o almoço.

Com as conjecturas acima, tentamos definir uma parcela dos pacientes obesos que não vêm obtendo êxito aos programas tradicionais de tratamento porque estão baseados num paradigma em crise.

O antigo e o novo paradigma não são comparáveis; em verdade, são incomensuráveis.

Os proponentes do novo paradigma são, em geral, pessoas jovens.  Compreende-se por que as reações hão de surgir principalmente das gerações mais velhas. Os novos conhecimentos acabam por implantar-se,  muitas vezes, não porque os opositores sejam convertidos, mas porque esses opositores acabam perecendo…

 

3 Considerações Finais

 

Conclui-se que, o paradigma tradicional necessita olhar os pacientes portadores de obesidade como comedores compulsivos, incapazes de seguir uma dieta que contemple farináceos ou doces após o almoço, e, fundamentalmente, tais pacientes, são portadores de desordens psiquíátrica, necessitando acompanhamento e tratamento  especializado, até mesmo com medicação específica para esse fim, encontrando campo especializado do saber na psiquiatria e não na endocrinologia.

Nosso intento é apresentar uma proposta para a ciência normal na tentativa de explicar algo que está ocorrendo dentro do paradigma e que, talvez, os pesquisadores, não tenham percebido. Não existe dentro do paradigma nenhuma citação de que o paciente obeso não tenha o controle sobre a ingesta de farináceos após o almoço. Neste contexto, talvez seja essa a peça do quebra-cabeças que esteja faltando para explicar o paradigma, talvez não… A experiência positiva  desse pesquisador na vida profissional com trato de pacientes obesos  atendendo mais de dez mil pacientes obesos ao longo de 13 anos qualifica suas observações.

 

REFERÊNCIAS:

 

CECIL, Russell L.; GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, D. A. Cecil: tratado de medicina interna. 22. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM) – Ensino Médico no Brasil e o discurso na modernidade. Ano XXI . Nº. 159 . pp 23-4 – abril/maio/junho 2006

KUHN, Thomas S.  A Estrutura das revoluções científicas.  2.ed. São Paulo: Perspectiva, 1987.

 

ROBERT, H. Emagrecimento. São Paulo: Larousse do Brasil, 2003.

 

STEGMÜLLER, Wolfgang. A Filosofia contemporânea. São Paulo: EPU/EDUSP, 1977.

 

 

 

 

 

 

 

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A importância da prescrição médica no tratamento da obesidade usando remédios

julho 13, 2018

obesidade é uma doença cada vez mais frequente entre os brasileiros: o Ministério da Saúde identificou que o número de casos aumentou 60% entre 2006 e 2016. Apesar do crescimento, ainda há certa resistência e falta de conhecimento dos pacientes sobre o tratamento com medicações para emagrecer com saúde e sobre a importância de utilizá-los conforme a prescrição médica.

Perda de peso permite reduzir risco de diabetes e hipertensão

Para compreender seu tratamento de uma maneira melhor, você deve conversar com o profissional de sua confiança sobre o quanto conseguirá emagrecer. “Muitos pacientes têm pretensões inatingíveis e não aderem ao tratamento por não ficarem satisfeitos com a perda de peso obtida”, afirma a endocrinologista Daniele Zaninelli.

No entanto, eliminar apenas 5% ou 10% do peso do seu corpo já representa uma diminuição significativa dos riscos de complicações da obesidade. É o caso do diabetes e das doenças cardiovasculares. Muitos desses benefícios serão vistos apenas no longo prazo, mas você não deve desanimar porque certamente os resultados serão positivos.

Tratamento da obesidade deve continuar mesmo depois da perda de peso

Depois que o emagrecimento for percebido, não pense em jogar os remédios fora. O tratamento deve continuar para evitar que você volte ao peso anterior. “O período que se segue à perda de peso, ou seja, a fase da manutenção, exige os mesmos esforços e cuidados da fase inicial, incluindo cuidados alimentares, exercícios físicos e, frequentemente, a continuidade do uso de medicamentos”, explica a especialista.

Procure sempre ouvir a opinião do seu médico. Cada organismo reage de uma maneira a um tratamento proposto e, por isso, é importante que vocês conversem sobre suas necessidades específicas e dúvidas, a fim de que o tratamento seja o mais eficaz possível.

Dra. Daniele Zaninelli é endocrinologista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e atua em Curitiba. CRM-PR: 16876

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TESE DE DOUTORADO AFIRMA QUE 8 EM CADA 10 BRASILEIROS CONSULTA A INTERNET ANTES DE IR AO MÉDICO

julho 13, 2018

Nessa tese de doutorado da Universidade de Brasilia a Dra Emilia Vitória da Silva deixou bem claro que os interesses da Internet são primeiramente econômicos antes do que divulgadores de informações verdadeiras. De modo que consultar a internet para saber sobre seus problemas de saúde dificilmente alcançará seus objetivos. Toda informação não deve vender produtos, não indicar tratamentos preferenciais sobre o outro e, principalmente, o profissional que escreveu o artigo deve deixar seu nome, seu telefone, email e seu curriculo para verificar a veracidade das informações.

Não caia no mito de revisar a internet antes ou depois de visitar seu médico. Se internet fosse boa para a saúde não precisaria de médicos nem de remédios.

visite a tese de doutorado na íntegra: http://www.cff.org.br/userfiles/file/Tese%20FINAL%20Entregue%20a%20UnB.pdf

 

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A OBESIDADE E SEU TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

julho 13, 2018

A obesidade e seu tratamento farmacológico

Dra Emilia Vitoria da Silva

A obesidade é, hoje, um dos mais graves problemas de saúde pública, e deixou de ser
uma questão de natureza estética para tornar-se importante fator de risco para inúmeras
doenças que comprometem a saúde do homem contemporâneo. É uma condição crônica que é
associada a morbidade e mortalidade significantes.
No contexto mundial, 300 milhões de pessoas são obesas e 800 milhões estão com
sobrepeso (83). No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
revelam que 8,9% e 13,1% dos homens e mulheres adultos, respectivamente, são obesos (84),
o que é suficiente para observar que é uma doença de alta prevalência.
A obesidade é definida como excesso de gordura em relação ao tecido magro corporal,
e, em humanos, é o resultado de interações entre fatores ambientais e genéticos. A
alimentação incorreta e a falta de atividade física são agravantes do problema; também pode
ser secundária a doenças neuroendócrinas, à cirurgia hipotalâmica ou ao uso de
medicamentos, por exemplo, glicocorticoides, antidepressivos tricíclicos, lítio, fenotiazinas,
ciproeptadina, medroxprogesterona, entre outros. A obesidade também pode ser de origem
genética – associada a alterações cromossômicas ou mutação genética (85).
Apesar de não aumentar diretamente a mortalidade da população, a obesidade
predispõe a uma série de doenças secundárias (diabetes melito tipo 2, hipertensão, doenças
coronarianas, hipercolesterolemia, osteoporose do joelho, dores lombares, doença de refluxo
gastroesofágico, gota e apneia do sono) que elevam a morbidade dos indivíduos e diminuem
sua expectativa e qualidade de vida. Além destas doenças, estudos relacionam obesidade com
câncer e doenças cardiovasculares (85, 86). Existe, ainda, significante estigma psicossocial
associado ao “estar obeso” (83).
Para o diagnóstico da obesidade, é calculado o Índice de Massa Corpóreo (IMC),
também conhecido como Índice de Quetelet, que é a divisão direta do peso corpóreo, em
quilogramas, pela altura, em metros, elevada ao quadrado. O indivíduo é considerado obeso
quando seu IMC é igual ou maior que 30. Se o IMC estiver entre 25 a 29,9 Kg x m-1
, o
37
paciente é considerado com sobrepeso (85). O padrão da distribuição da gordura também é
um fator prognóstico importante, o qual é medido pela circunferência da cintura. De fato, esta
medida de adiposidade central é mais fortemente associada a risco cardiovascular que o IMC,
principalmente em idosos (83).
A abordagem terapêutica para a obesidade consiste em tratamento não farmacológico,
farmacológico e cirúrgico. A primeira abordagem é a principal e deve estar presente em
qualquer tipo de tratamento. Consiste em reeducação alimentar, mudança de comportamento e
atividade física regular, ou intensificada, quando se deseja maior perda de peso.
O tratamento farmacológico é utilizado nos pacientes com IMC igual ou maior que 30
kg x m-1 ou acima de 27 kg x m-1, quando o sobrepeso é associado a comorbidades, como
hipertensão, hipercolesterolemia, diabetes melito tipo 2 ou osteoartrite de joelho. Contudo,
reeducação alimentar, exercício físico e mudanças de comportamento devem estar sempre
presentes (83).
Os fármacos prescritos para perda de peso podem ser divididos em duas categorias:
inibidores da lípase pancreática (absorção intestinal de gorduras) e supressores do apetite;
estes últimos podem ser subdivididos com base nos neurotransmissores afetados.
Os principais fármacos usados no tratamento da obesidade são descritos na Tabela 1
(85, 87, 88).
Tabela 1. Descrição sumária dos principais fármacos usados no tratamento da obesidade
Ação terapêutica Fármaco(s)
Inibição da lípase pancreática e diminuição da
absorção de gorduras.
Orlistato
Inibição da recaptação da serotonina e
noradrenalina.
Sibutramina
Supressão do apetite por estimulação do
Sistema Nervoso Central (SNC), mais
especificamente o centro hipotalâmico da
fome; com a liberação das catecolaminas.
Anfepramona,
mazindol,
femproporex
Inibidores da recaptação da serotonina. Fluoxetina (*)
(*) – Utilizado em pacientes obesos que também apresentam depressão ou com desordens alimentares (bulemia
ou anorexia).
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De um modo geral, a efetividade da farmacoterapia para o tratamento da obesidade
não é clara. A perda de peso é modesta, 5 kg ou menos em um ano e não há um medicamento
que seja mais efetivo que outro. Não obstante esta baixa efetividade, a perda de peso ponderal
de 5 a 10% é associada à redução de risco para doenças crônicas citadas como consequência
da obesidade (85).
As cirurgias bariátricas devem ser reservadas àqueles casos de obesidade mórbida.
No entanto, apesar dos riscos inerentes à obesidade, o que preocupa, notadamente, o
paciente é mais a busca do corpo perfeito – como padrão de beleza estético – e menos uma
vida saudável. Na preocupação insensata pelo corpo que atenda às exigências da sociedade de
consumo atual, muitas pessoas perdem o discernimento para analisar o que é lógico, o que é
correto e, principalmente, o que é baseado em evidências.
Um bom exemplo para ilustrar este quadro é o uso indiscriminado de tiratricol, um
hormônio tiroideano, cuja única indicação é o câncer de tireoide não responsivo à
levotiroxina, em fórmulas manipuladas para emagrecimento, mesmo sem nenhuma evidência
de sua efetividade (86).
Além do uso irracional de medicamentos, há uma tendência dos pacientes em buscar
informações em recursos não-médicos como páginas da Internet, o que pode ser comprovado
pelo aumento do número de sítios que divulgam dados sobre tratamento da obesidade (89).
Por ser uma condição estigmatizante e que causa constrangimento, o anonimato
proporcionado pela Internet pode contribuir para que estes pacientes procurem informações
por este meio (31), principalmente aqueles que se frustraram com tratamentos anteriores.
Prova disso é que a perda de peso é um dos temas mais procurados em páginas da Internet,
dentre os assuntos da área da saúde (21).
Adicionalmente, Hwang et al. (90) afirmam que os conselhos relacionados a
medicamentos para perda de peso são mais prováveis de serem errôneos e potencialmente
danosos que os de outra natureza.
Por ser uma doença de alta prevalência, por aumentar a morbidade dos pacientes e
contribuir para mortalidade, pelo sobreuso dos fármacos usados no seu tratamento e ao
potencial de disseminação de informações divergentes dos protocolos e diretrizes pela rede
mundial de computadores, escolheu-se o tratamento farmacológico da obesidade como tema
específico para avaliar a qualidade de páginas da Internet.

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DR HENRI BISCHOFF AGORA ATENDE AGEMED!

junho 13, 2018

agemed

 

Dr Henri Bischoff comunica aos seus pacientes, amigos e colaboradores que a partir do dia 15 de junho de 2018 começa a atender clientes AGEMED. O objetivo é oferecer o tratamento de emagrecimento consagrado há mais de 20 anos e experimentado por mais de 30 mil pacientes a todos usuários AGEMED.

Marque sua consulta e garanta seu tratamento de emagrecimento utilizando apenas sua carteirinha AGEMED!

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ATUALIZAÇÃO: COMO EMAGRECER SEM USO DE MEDICAÇÃO

fevereiro 12, 2018

INTRODUÇÃO:

Nessa nova versão atualizada dO programa de emagrecimento apresento uma novidade que vai de encontro às necessidades da sociedade contemporânea: emagrecimento saudável sem uso de medicação. Este programa é simples e disponibilizado gratuitamente para qualquer um que deseje emagrecer até 4 quilos por mês de forma saudável , segura e sem sacrifícios ou gastos desnecessários de dinheiro.

FUNDAMENTOS:

Há mais de 20 anos venho afirmando que a obesidade, na sua grande maioria, é fruto de um comer compulsivo que acomete o indivíduo entre 16h até 23 horas. Esse desejo é específico para carboidratos na forma de grãos-açúcares (doces)- farináceos e não seria como fruto de ingesta de alimentos gordurosos.

O doente obeso compulsivo pratica um ‘ritual’ diário na busca do prazer em comer no final da tarde até a noite. Para isso, ele, na maior parte das vezes, come pouco pela manhã e almoço, começando a ‘beliscar’ mais a partir do meio da tarde até ir dormir.

Para garantir o sucesso desse programa é exigido um pré-requisito: o desejo sincero de querer emagrecer. Nada adiantará sem esse desejo e, com esse desejo, o milagre acontecerá.

Aos grãos-açúcares- farinhas denominaremos pela sua letra inicial formando a palavra “GAF” (Grão-Açúcar- Farinha). Assim ficará fácil se determinado alimento é GAF ou não é GAF. Por exemplo; queijos não contém Grão-Açúcar- Farinha, portanto podem ser ingeridos a qualquer horário, qualquer tipo e em qualquer horário. O mesmo ocorre com as carnes, peixes, frangos, porco, saladas, frutas (qualquer tipo), ovos, omeletes, iogurte zero, refrigerante zero, etc. Uma única exceção: A batata. Não é considerada GAF, mas tem uso limitado somente até 16 horas  devido seu valor calórico alto. Já todos os pães, doces, bolos, pizzas, macarronadas, biscoitos, tortas, entre outros, são GAFs e necessitam controle.

COMO FUNCIONA?

Para dar inicio ao tratamento dividimos o mesmo em 3 fases: contemplativa-operativa (emagrecimento)- preventiva (manutenção).

Fase Contemplativa: Nessa fase você irá se observar e fazer uma lista do que comeu e horário da ingesta. Se foi um café da manhã farto ou pobre, um bom almoço ou não e as beliscadas à tarde até o horário de dormir. Você irá anotar tudo o que ingeriu  e o horário em que ingeriu sem se importar com as quantidades. Importante é o tipo de alimento e o horário.

Exemplo: 7 h – café com leite e açúcar e uma torrada

10 h – cafezinho com açúcar

13 h – almoço: arroz-feijão-salada- carne

14 h – cafezinho com açúcar

16 h – café com leite e 1 fatia de bolo

18 h – fruta

20 h – 3 fatias de pizza

22 h – pipoca

23  h – achocolatado com leite e açúcar

Essa fase contemplativa durará 7 dias. Na posse desse inventário alimentar você irá analisar a quantidade de horários em que você ingeriu GAFs após 16 horas. Por exemplo: ingeri um biscoito após 16 horas, jantei  arroz e feijão à noite antes de dormir e comi um doce ao deitar.

Fase Operativa:  Agora, na posse de sua rotina alimentar em mãos você irá traçar uma linha de ingestão de GAFs após as 16 horas até a ultima GAF.

Por exemplo:

_________________________________________________

| 16 h – café com pão |20h carne|chocolate   23h|

No exemplo acima temos 7 horas entre 16 horas e a ingesta da ultima GAF (23 horas).

PLANO DE EMAGRECIMENTO:

A meta do Plano de Emagrecimento é REDUZIR UMA HORA POR SEMANA A INGESTA DE GAF ATÉ ATINGIR A ÚLTIMA GAF AS 16 HORAS. No exemplo acima atingiríamos essa meta em 7 semanas se iremos reduzir 1 hora por dia a ingestão de GAF. De sorte que na 1ª. Semana comeriamos GAF até as 22 horas, na 2ª. Semana até as 21 horas e assim, sucessivamente, até ingerir a ultima GAF as 16 horas.

Você poderá substituir alimentos com GAF após as 16 horas nos horários proibidos por alimentos sem GAF à vontade. Exemplos: carnes, frangos, peixes, suínos, saladas, frutas, iogurtes light ou natural zero açúcar, café com adoçante, refrigerante zero, ovos, omeletes, queijos, embutidos, picles, etc.

Dica: quando utilizar produtos diet, light ou zero siga a regra simples – se for liquido poderá utilizar qualquer produto dessa linha. Se for solido (chocolate-granola light) você deverá evitar esse tipo de alimento após 16 horas.

Sucos naturais: somente até 16 horas, após esse horário somente suco em pó zero ou light.

Ingira GAF nos horários que você não gosta para contrariar o paladar. Exemplo: coma pizza ou x-salada no almoço. Coma pão no café da manhã.  A ideia é você comer como um rei/rainha pela manhã, príncipe/princesa no almoço e mendigo/mendiga na tarde e noite.

O objetivo do Programa de Emagrecimento Dr Henri é não ingerir GAF após 16 horas. Cada semana você irá diminuir uma hora da última ingesta de GAF até atingir a meta da última GAF ser ingerida às 16 horas.

O emagrecimento começará entre 15 a 30 dias após o inicio da redução de GAF. Ao atingir a meta da última ingesta de GAF às 16 horas você irá permanecer assim até atingir o peso desejado (mas sem exageros!).

Qual o peso desejado para um ex-obeso?

O obeso não deve desejar pesar o mesmo que um magro que nunca foi obeso. Sua estrutura óssea é mais pesada. Em linhas gerais você deverá manter seu IMC (índice de massa corporal entre 22,5 a 27,5 para mulheres e 25 a 30 para homens. Acima de 50 anos esse peso pode ser um pouco mais.

Se você ‘travar’ seu metabolismo e parar de emagrecer durante o tratamento você deverá ajudar seu organismo com a prática de exercícios aeróbicos (caminhadas, corridas, ciclismo, natação, cross fit).

Lembre-se que você não está tomando nenhum tipo de medicação (nem termogênicos) e que esse programa deverá ser realizado por toda vida, porque a obesidade não tem cura, somente controle. Portanto vá com calma!

FASE PREVENTIVA

Após atingir seu peso ideal ao longo de todo esse treinamento que pode durar de 6 meses a 1 ano (ou mais!) você estará pronto para a manutenção de peso e prevenção da recaída. Nessa fase você irá se permitir 3 dias de “pecadinhos” e 4 dias de “penitência”, ou seja, durante a semana, na sua casa, de 2ª. A 5ª. feira você evitará GAF após 16 horas e fará algum esporte, enquanto que de sexta feira a domingo você sairá com sua família, amigos ou colegas e se permitirá comer GAF à noite normalmente e sem medo de engordar. Isso fará você se sentir normal e a sociedade ficará satisfeita.

Você já está pronto para isso. Acredite!

Quando deverei me pesar? Para evitar fanatismos e preocupações excessivas recomendo apenas uma vez por semana e sempre no mesmo dia e horário. Mas existem semanas em que não há perda de peso. Isso é normal. Não desanime e siga em frente.

Bom tratamento!

Henri Bischoff

henribischoff@hotmail.com