Archive for 3 de agosto de 2018

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os medicamentos chamados off label para emagrecimento

agosto 3, 2018
Após 09/12/2011, quando as anfetaminas foram proibidas no Brasil até 2018 deixou de existir em nosso país, com exceção da sibutramina, qualquer medicamento específico para emagrecer. De modo que, nós médicos de emagrecimento, tivemos que buscar nas outras especialidades medicamentos que de certa maneira tivessem algum efeito emagrecedor. Dos principais destaca-s etrês: o topiramato, a sertralina e  bupropiona. Importante antes de analisarmos um por um é frisarmos que, em comparação às anfetaminas, estes medicamentos não afetam o coração e apressão do paciente.
TOPIRAMATO –
O topiramato é utilizado na sua origem como um anticonvulsivante, também para tratamento da enxaqueca e como estabilizador do humor, principalmente no tratamento do distúrbio de humor bipolar. Sua apresentação comercial é de 25, 50 e 100 mg. O topiramato tem como principal efeito a retirada da fome à noite. Seus principais efeitos colaterais são sonolência e formigamento das mãos, pés e boca e perda de peso. Raramente se observa visão turva e episódio sde glaucoma seguidos de cegueira, diminuição da memória, gastrite, alergia no corpo, diarréia,taquicardia, tremores das mãos, desmaios e delírios. O topiramato é o único medicamento que pode ser utilizado à noite. O topiramato deve sempre ser iniciado lentamente como sendo 1x/dia e somente após 7-15 dias deverá ter sua dose aumentada para 2x/dia. Isso diminui muito os efeitos colaterais.
BUPROPIONA –
A bupropiona faz parte do grupo dos antidepressivos muito utilizada como medicamento antitabagista em programas de abandono de fumo. Por ser um potente liberador de dopamina e noradrenalina, a mesma aumenta o metabolismo e deixa o paciente alerta e mais ativo.Por isso, ela é utilizada para queimar gorduras localizadas. A bupropiona não possui efeitos sobre o libido e a mesma lembra, um pouco, os efeitos da anfetamina. Seus principais efeitos colaterais são insônia, boca seca, taquicardia, priapismo, tontura e sudorese. Doses de 75 – 450 mg.
SERTRALINA –
Indicada para aqueles pacientes que gostam de comer doce ou que tem Sindrome do Comer Noturno (acordam para comer) . A Sertralina é um antidepressivo que diminui a vontade de comer doce e chocolate. No entanto pode desencadear cefaléia forte e diminuição da libido. Em geral se o paciente já utilizou fluoxetina ele não terá problemas com a sertralina. Doses: 50-100 mg / dia
SIBUTRAMINA –
sibutramina é um derivado serotoninérgico da fluoxetina com ação sacietógena que, além do efeito serotoninérgico demonstra também efeito adrenérgico. Parece apresentar melhores resultados em pacientes que nunca a utilizaram. O uso repetido lhe confere reação refratária, ou seja, o paciente não nota mais o mesmo efeito do medicamento como da primeira vez. O medicamento tem claro efeito sobre a pressão arterial aumentando-a, razão pela qual pacientes hipertensos não devem fazer uso do mesmo. Os principais efeitos colaterais são:hipertensão, cefaléia forte, taquicardia, sudorese, palpitações, infarto, AVC, crise serotoninérgica. 
 
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O QUE É BULIMIA NERVOSA?

agosto 3, 2018

As Pessoas com bulimia comem uma grande quantidade de comida num curto espaço de tempo. Então para se livrarem do comida vomitam. É importante notar que a bulimia não necessariamente envolve vomitar. Tanto podem vomitar, como fazer exercícios em demasia, ou usar medicamentos como laxantes, o que importa para eles naquela aflição é livrarem-se da comida porque acham que comeram muito, ou que nem deviam ter tocado na comida.

Homem com bulimia a vomitar

As pessoas que têm bulimia podem ter compulsão alimentar, porque lhes dá uma sensação de conforto. Mas comer muito faz-nos sentir fora de controlo. Depois do frenesim, sentem vergonha, culpa e medo de ganhar peso. Isso faz com que utilizem métodos para ser livrarem da comida que ingeriram.

Sem tratamento, este ciclo de compulsão pode levar a graves problemas de saúde a longo prazo. O ácido do vómito na boca pode causar problemas nos dentes, doença gengival e perda de esmalte. Qualquer tipo destas técnicas pode levar à diluição dos ossos ( osteoporose ), danos nos rins, problema de coração, ou até mesmo a morte.

Quando você sofre de bulimia, a vida é uma batalha constante entre o desejo de perder peso ou ficar magra e a compulsão é dificil de combater. Você faz o seu melhor para manter os desejos longe. Você sabe que vai sentir nojo e vergonha, mas depois você não pode lutar contra o desejo. Tudo o que você pensa é em comida, e no final, você ja está a comer.

Você come o que lhe aparecer á frente compulsivamente até que você está tão cheia que você se sente como se estivesse prestes a explodir. Em seguida, o pânico de todas as calorias que você comeu aterrorizam-na de ganhar peso, então resta-lhe medidas drásticas para “desfazer” a sua compulsão, vómitos, jejuns ou exercícios para se livrar das calorias. E durante todo esse tempo, você se sente cada vez mais fora de controlo.

 

  • Episódios regulares de fora de controlo

  • Comportamentos inadequados para evitar ganho de peso

  • Auto-estima excessivamente influenciado pelo peso e aparência física

A bulimia é estimado afectar entre 3% de todas as mulheres dos Estados Unidos em algum momento da sua vida. Cerca de 6% dos adolescentes, e 5% das jovens em idade de faculdade acredita-se que sofrem de bulimia. Estes números são um pouco menores do que as estimativas anteriores da prevalência de bulimia. Aproximadamente 10% dos pacientes bulímicos identificados são homens.

Os Bulímicos também são susceptíveis a outras compulsões e transtornos afectivos, ou vícios. Vinte a 40% das mulheres com bulimia também tem um histórico de problemas relacionados com drogas ou álcool, sugerindo que muitas mulheres afectadas podem ter dificuldades com o controle dos impulsos comportamentais.

Ao contrário de anoréxicos, os bulímicos sofrem de flutuações de peso significativas, mas a sua perda de peso geralmente não é tão grave ou óbvias como os anoréxicos. O prognóstico a longo prazo para os bulímicos é ligeiramente melhor do que para os anoréxicos, e a taxa de recuperação é considerada maior. No entanto, muitos bulímicos continuam a manter um pouco esses comportamentos alimentares anormais na dieta, mesmo após o período de recuperação.

  • A pessoa come.

  • Sente-se fora do controlo enquanto come.

  • Vomita, faz ma uso de laxantes, faz jejum e exercicio para se livrar das calorias.

  • Faz dieta quando não come come compulsivamente.

  • Acredita que as pessoas devem ser magras.

  • O peso pode ser normal ou quase normal, a menos que a anorexia esteja presente.

  • Depressão, vergonha, vazio.

  • Ansiedade, e insegurança.

 

Se você ou alguém que você conhece tem bulimia ou outro distúrbio alimentar, procure ajuda. Os distúrbios alimentares podem ser perigosos. E força de vontade não é suficiente para superá-los. O tratamento pode ajudar uma pessoa que tem um distúrbio alimentar a se sentir melhor e mais saudável.

 

 

fonte: http://www.disturbiosalimentares.com/bulimia/o-que-e-bulimia-nervosa/

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O QUE É ANOREXIA NERVOSA?

agosto 3, 2018

Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar grave potencialmente fatal de perda de peso excessivo, no qual a pessoa procura uma extrema magreza, levando a pessoa a tomar estratégias para perder peso.

Embora o termo em publicações científicas não seja muitas vezes usado de forma intercambiável com anorexia nervosa, existe muitas causas possíveis para uma diminuição do apetite, algumas das quais podem ser inofensivos, enquanto outros apontam para uma condição clínica grave, ou constituir um risco significativo.

É caracterizada pela recusa em manter um peso corporal e um medo obsessivo de ganhar peso devido a uma distorcida imagem de si próprio, que pode ser mantido por conclusões erradas, com base cognitiva ao invés de provas, que alteram a forma como o indivíduo afectado avalia o seu corpo, e a comida que come.

Sendo caracterizada por ser uma doença complexa, a anorexia nervosa envolve problemas sociais, fisiológicos e psicológicos. Uma pessoa que tenha anorexia nervosa pode ser chamada de anoréxica. Uma pessoa que seja anoréxica pode ser também chamada de bulímica.

A anorexia nervosa afecta principalmente os adolescentes principalmente as mulheres, e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental.
Para os jovens adolescentes de ambos os sexos, pode estar ligada à auto-imagem, dismorfia e dificuldade em ser aceite pelo grupo, com mais tendência se houver um quadro neurótico (do tipo obsessivo-compulsivo) ou uma história de abuso ou de bullying.

Anorexia nervosa, ou simplesmente de anorexia, é um tipo de transtorno alimentar, bem como distúrbio psicológico.

A Anorexia é um disturbio alimentar, onde as pessoas passam fome. As pessoas que sofrem de anorexia são muito magras, mas estão convencidas de que estão com peso a mais. Elas continuam a pensar que estão com peso a mais, mesmo depois de estarem extremamente magras, muito doentes ou perto da morte.

Uma pessoa com anorexia inicialmente começa uma dieta para perder peso. Com o tempo, a perda de peso torna-se um sinal de domínio e sem controlo.

  • Recusa em manter o peso corporal normal para a sua idade e altura.

  • Pesa 85% ou menos do que devia para a sua idade e altura.

  • Tem medo de engordar.

  • Em mulheres, a menstruação para. Nos homens os niveis de hormonas descem.

  • As jovens não começam a menstruar na idade apropriada.

  • A pessoa nega os perigos de ter pouco peso.

  • Medo de engordar apesar de ja estar muito abaixo do peso.

  • Diz que se sente gorda apesar de ser magra.

  • Irritabilidade, depressão.

A anorexia nervosa é uma doença mental grave, com taxas de morbidade e de mortalidade tão elevada como aqueles vistos em qualquer doença psiquiátrica.
Embora afecte principalmente jovens mulheres brancas, pode também afectar homens e mulheres de todas as idades, raças, socioeconomicas e culturais.

termo anorexia nervosa foi criada em 1873 por Sir William Gull, um dos médicos pessoais de Queen Victoria. O termo é de origem grega: an (ausencia ou deficiencia) e orexis (apetite), o que significa uma falta de vontade de comer.

  • Cerca de 90-95% dos portadores de anorexia são adolescentes e mulheres.

  • Entre 0,5 a 1% das mulheres americanas sofrem de anorexia nervosa.

  • A anorexia nervosa é um dos diagnósticos psiquiátricos mais comuns em mulheres e jovens.

  • Entre 50-20% dos indivíduos que lutam com contra a anorexia nervosa acabam por morrer.

  • As probabilidades de morte aumentam dentro nesse intervalo, dependendo do estado da condição dessa pessoa.

  • A anorexia nervosa tem uma das maiores taxas de morte de qualquer condição de saúde mental.

 

 

fonte:http://www.disturbiosalimentares.com/anorexia/o-que-e-a-anorexia-nervosa/

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QUANTO TEMPO DURA UM TRATAMENTO DE EMAGRECER?

agosto 3, 2018

A maioria das mulheres com distúrbios alimentares, especialmente no início, recusa o tratamento e há mudança de comportamento fazendo com que levem vários anos, ou décadas a melhorar. A maioria faz pouco ou nenhum progresso sem ajuda. Até 20 por cento não sobrevivem.

As pessoas que entram em tratamento geralmente ficam melhor. Cerca de metade das pessoas com disturbios alimentares recuperam. 25 por cento fazem progressos, enquanto que infelizmente 25 por cento permanecem doentes crónicos mesmo com tratamento.

As pessoas que fazem o tratamento têm mais probabilidades de recuperar, levando cerca de um ano. No entanto para a grande maioria o tratamento leva três a sete anos ou mais tempo. Pois parar a maioria das pessoas alterar os seus comportamentos alimentares é uma tarefa difícil e por vezes um desafio.

O tratamento no início é mais custoso e normalmente difícil de aceitar. Geralmente envolve algumas sessões de terapia varias vezes por semana ou até mesmo internação, consoante o estado da pessoa. Há medida que se vai progredindo as sessões vão ser menos frequentes.

As recaídas no inicio são de esperar. A pessoa tem de aprender a lidar com a vida sem olhar para a comida e o peso. A recuperação pode ser um caminho difícil, muitas vezes um caso de dois passos à frente e um passo para trás. Pode ser um processo lento e frustrante, mas o importante é você tentar recuperar.

O tempo de recuperação é mais rápido para uns e mais lento para outros, saber quanto tempo irá demorar é uma questão complexa e que varia de pessoa para pessoa. Tudo depende da pessoa e o modo com ela encara e recupera com o tratamento.

Variáveis que afectam o que tempo em que se está em tratamento por um distúrbio alimentar:

  • Tempo em que a pessoa está a sofrer com a doença.
  • Gravidade dos sintomas.
  • Outros problemas que podem existir relacionados, ou não com o distúrbio alimentar.

Como os distúrbios alimentares são doenças multi-facetadas, elas podem fazer o tratamento ser complexo e demorado. Questões médicas, nutricionais, familiares, emocionais, psicológicas, todas elas precisam de ser investigadas, pois um distúrbio alimentar causas perturbações significativas em qualquer uma desta s áreas.

 

fonte: http://www.disturbiosalimentares.com/geral/quanto-tempo-demora-a-recuperar/

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O QUE É COMPULSÃO ALIMENTAR?

agosto 3, 2018

As pessoas com compulsão alimentar comem uma quantidade anormalmente grande de comida, sentem-se fora de controlo e incapacidade de parar. Um episodio de compulsão alimentar pode durar duas horas, ou a maior parte do dia.

Ao contrário da bulimia ou anorexia, as pessoas com compulsão alimentar não vomitam nem fazem muito exercício físico nem comem apenas pequenas quantidades de apenas certos alimentos. Devido a isso, as pessoas com compulsão alimentar são frequentemente obesos ou com excesso de peso.

O ciclo de compulsão alimentar

A comida pode ser reconfortante durante um episodio de compulsão alimentar, mas depois a realidade sobe ao de cima e o arrependimento vem. O ganho de peso e obesidade só reforça voltar a comer compulsivamente.

Eles usam a comida para lidar com a aparência ou outras situações. O que leva a um ciclo vicioso: comem para se sentirem melhor, sentem-se pior ainda depois disso e voltam outra vez a comerem para sentirem alivio.

O que as pessoas com compulsão alimentar fazem:

  • Comem mais rapidamente que o normal durante episódios de compulsão alimentar.

  • Comem até que estejam desconfortavelmente cheios

  • Sentem-se com stress que só é aliviado comendo

  • Comem quando não estão com fome

  • Nunca se sentir satisfeito, mesmo depois de ter comido muito

  • Escondem comida para mais tarde comer em segredo

  • Comem sozinhos por constrangimento

  • Tentativas fracassadas de dietas.

  • Sentem-se deprimidos ou com culpa depois de comer

  • Desespero para controlar o peso e hábitos alimentares

A tentativa de controlar as emoções negativas, como stresse, depressão, solidão, medo e ansiedade leva há compulsão alimentar. Quando você parece triste ou teve um dia mau a comida é o seu alivio.

A compulsão alimentar afecta mais frequentemente um pouco mais as mulheres do que homens.

Não há uma certeza sobre as causas e a natureza da compulsão alimentar. Os distúrbios alimentares provavelmente envolvem uma actividade anormal em diferentes áreas do cérebro.

Depressão

Metades das pessoas com compulsão alimentar estão deprimidas ou foram pressionadas no passado.

Capacidade de enfrentar as situações

Estudos sugerem que as pessoas com compulsão alimentar tem problemas a lidar com algumas das suas emoções. Muitas pessoas tem compulsão alimentar dizem que estão comraiva, tristes, chateados, preocupados ou stressados e isso pode levá-los a comer compulsivamente.

Causas biológicas

Anormalidades biológicas podem contribuir para a compulsão alimentar. Por exemplo, o hipotálamo (a parte do cérebro que controla o apetite) pode não fazer o envio sobre a fome e a saciedade. Uma mutação genética pode tambem causar vício em comida. Finalmente, há evidências de que os níveis baixos de serotonina do cérebro desempenham um papel na alimentação compulsiva.

As pessoas com compulsão alimentar relatam problemas de saúde como stress, dificuldade em dormir e pensamentos suicidas.

Problemas de saúde:

  • Obesidade

  • Diabetes tipo 2

  • Pressão alta

  • O colesterol alto

  • doença da vesícula biliar

  • doença cardíaca

  • Certos tipos de cancro

Problemas mentais:

  • Ansiedade

  • Depressão

  • Os transtornos de personalidade

É importante saber o que é compulsão alimentar e efetuar tratamento, só assim as pessoas que sofrem deste disturbio podem melhorar.

 

fonte: http://www.disturbiosalimentares.com/compulsao/o-que-e-compulsao-alimentar/

 

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COMO AJUDAR ALGUÉM OBESO OU COM DISTÚRBIO ALIMENTAR

agosto 3, 2018

Se você ou alguém que você conhece sofre de um distúrbio alimentar, é importante procurar ajuda imediatamente. Familiares e amigos também podem ajudar.

Ao se aproximar de uma pessoa com um distúrbio alimentar, é importante falar de uma forma amorosa e não de confronto. Escolha um momento em que você pode falar com a pessoa em particular. Tente manter-se positivo, calmo, focado e respeitoso durante as conversas.

A pessoa pode negar ter um distúrbio alimentar ou pode ficar irritado e na defensiva. No entanto, é importante que você não desista. Ainda assim, saiba que você não pode forçar alguém a mudar. A decisão de recuperar tem que vir deles. Mas você pode ajudar, deixando claro que você vai continuar a estar lá para ele ou ela, com sua compaixão e apoio, sempre que a pessoa estiver pronta para enfrentar o problema.

Existem coisas que você pode fazer para ajudar, mas para isso é preciso ter certos cuidados como os que vou dizer a seguir.

O que fazer

  • Converse com a pessoa quando você estiver calmo e não frustrado ou emocional

  • Seja paciente e não-julgue

  • Procure informar-se mais sobre distúrbios alimentares

  • Oiça

  • Mostre simpatia e compreensão

  • Mostre que você se importa, pergunte com a pessoa se está sentindo

  • Sugerir que a ajuda profissional pode ser necessária

  • Incentivar procurar ajuda e oferecer-se para a acompanhar

  • Seja honesto

  • Mostre que você só quer o melhor para ele / ela

  • Lembre-se que a recuperação leva tempo e os alimentos podem ser sempre uma questão difícil

  • Ajuda a pessoa a ser paciente

  • Tenha compaixão quando a pessoa levanta questões dolorosas sobre os problemas subjacentes

  • Pergunte o que você pode fazer para ajudar

  • Seja flexível e aberto com o seu apoio

  • Incentive as actividades sociais que não envolvem comida

  • Incentivar todas as actividades sugeridas pela equipa de saúde e tratamento

  • Elogie a personalidade da pessoa, os sucessos, as realizações

  • Tente ser um bom modelo

  • Relembre a pessoa que há pessoas que se importam

  • Entenda que a pessoa não está à procura de atenção ou pena

O que não fazer

  • Acusar ou provocar sentimentos de culpa

  • Demanda mudanças de peso (mesmo que clinicamente se justifique para a saúde)

  • Coloque horários em recuperação

  • Dar mais ajuda do que você está qualificado para dar (como por exemplo fazer o papel de “médico”)

  • Tentar controlar a vida da pessoa

  • Colocar culpa ou criticar

  • Insistir que a pessoa coma cada prato na mesa

  • Convidar a pessoa para comer fora ou ir comprar roupa

  • Fazer do comer, comida, roupas, ou a aparência serem o foco da conversa

  • Não comentar a aparência

  • Tentar mudar as atitudes da pessoa sobre comer

  • Usar tácticas de intimidação para a pessoa ir para tratamento

  • Entrar em contacto com os médicos do paciente por trás de costas

  • Fazer promessas que não as possas cumprir (como prometer não contar a ninguém”)

Os distúrbios alimentares são um problema complexo, e questões alimentares e de peso são apenas os sintomas de um problema mais profundo. Mostre compaixão para com a dor e a confusão que essa pessoa está a sentir.

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“O ENSINO DA OBESIDADE NOS CURSOS  DE MEDICINA DO BRASIL: UMA PROPOSTA DE MUDANÇA”

agosto 3, 2018

“O ENSINO DA OBESIDADE NOS CURSOS  DE MEDICINA: UMA PROPOSTA DE MUDANÇA”

Henri Fernando Bischoff  

médico anestesiologista, Mestre em Educação com atuação no ramo da obesidade e nutrição

 

RESUMO

A obesidade se caracteriza como objeto de estudo do presente artigo, cujo problema reside na  seguinte questão: Porque o Ensino da  Medicina  tem sua atenção voltada  para a anorexia e a bulimia nervosa, definidas como transtornos alimentares, os quais fazem parte do grupo de transtornos psiquiátricos caracterizados por padrões anormais da alimentação,  se estes são apenas os mais comuns e os mais definidos?Poderiam  os demais transtornos alimentares que  não são apresentados como desordens psiquiátricas aos médicos e estudantes nos Tratados de Medicina, os quais, representam um universo muito maior do que se acredita, estarem sendo tratados sem a devida atenção requerida e, assim , explicar a peça do quebra-cabeças que estava faltando no modelo paradigmático? No sentido de responder provisoriamente estas questões, abordar-se-á de forma ampla sobre a temática: O ensino da obesidade nos cursos de medicina: uma proposta de mudança paradigmática?

 

 

Palavra-Chaves: Transtornos alimentares; obesidade; psiquiatria; cursos de medicina.  

 

SUMMARY 

 

The obesity is characterized as object of study of the present article, whose problem lives in the following subject: Why the Teaching of the Medicine has your attention returned just for the anorexia and the nervous bulimia, defined as alimentary upset, which are the ones part of the group of psychiatric upset characterized by abnormal eatings patterns, if these are just the most common and the more defined? They were able to the other alimentary upset what are not presented as psychiatric disorders to the doctors and students in the Treaties of Medicine, the ones which, represent a very larger universe of  than it is believed, be they being treated without the due requested attention and, like this, to explain the piece of  puzzles that was lacking in the paradigmatic model ? For  answering these subjects,  will be approached in a wide way on the theme: The teaching of the obesity in the medicine courses: a proposal of change paradigmatic?

 

 

Key words: Alimentary upset; obesity; psychiatry; medicine courses.

 

 

1 Considerações Iniciais

 

A obesidade é a mais comum das desordens nutricionais nos Estados Unidos, e custa mais de cem bilhões de dólares americanos, por ano, em despesas médicas relacionadas.

Estima-se que aproximadamente 60% dos americanos adultos estão com sobrepeso e/ou obesidade. Aproximadamente 60% dos homens e 51% das mulheres nos Estados Unidos têm sobrepeso ou inclusive estão obesos. Ao interpretar esses dados, contudo, é importante lembrar que há uma relação inversa entre o estado socioeconômico e a obesidade, especialmente entre as mulheres.

A simples ocorrência de tais números demonstra a ineficácia do tratamento conservador. Sob a ótica Kuhniana, algo existe no modelo paradigmático, que não responde a todas perguntas do quebra-cabeças.

Uma porção significativa da variação de peso é genética. Menos de 1% dos pacientes obesos tem uma doença subjacente que possa explicar sua obesidade. As endocrinopatias são as causas secundárias mais comuns de obesidade, dentro desse universo de um por cento. Noventa e nove por cento dos pacientes obesos não tem sua causa nas endocrinopatias (CÉCIL, 2005).

O Brasil é o país com o maior número de faculdades de medicina do mundo, e, apesar disso, a maioria dos médicos não recebe treinamento específico para avaliação e controle da obesidade, a despeito do fato de uma grande parcela de seus pacientes estar, possivelmente, com excesso de peso, ou ser francamente obesos. Embora tenha havido progressos na compreensão da fisiopatologia e do tratamento da obesidade, mesmo assim, continua sendo uma doença de difícil tratamento (CFM- 2006).

Faz-se necessário uma devida compreensão das contribuições do decréscimo da atividade física relacionada com o trabalho, do decréscimo das atividades da vida diária e do aumento do comportamento sedentário e dos transtornos alimentares caracterizados por padrões anormais de alimentação e atitudes erradas sobre a importância do corpo e do peso,  para ajudar o médico a interagir com o paciente para descobrir padrões que possam relacionar-se com o aumento de peso.

Existem mudanças nos ambientes ocidentais que estão conspirando para expor as tendências de obesidade nas pessoas com suscetibilidade constitucional ou genética favorável. Médicos pesquisadores que estejam atentos para estes fatores ambientais são mais eficientes em ajudar seus pacientes obesos a identificar quais desses fatores ambientais estão contribuindo em maior proporção para o problema e a desenvolver programas com maior possibilidade de sucesso.

 

2 O ENSINO DA OBESIDADE NOS CURSOS  DE MEDICINA: UMA PROPOSTA DE MUDANÇA PARADIGMÁTICA

 

No ensino da medicina costuma-se apresentar-se a obesidade enquadrada em escalas analíticas como Índice de Massa Corporal e, associa-se ao aumento desse índice ao número de complicações metabólicas associadas à obesidade.

Os transtornos alimentares fazem parte de um grupo de transtornos psiquiátricos caracterizados por padrões anormais da alimentação e atitudes erradas sobre a importância  do peso e do corpo, especificamente, a avaliação da auto-estima com base no peso. Os mais comuns e mais definidos transtornos alimentares citados na literatura médica são a anorexia e a bulimia nervosa. A característica de anorexia nervosa é a busca de emagrecimento mesmo diante de extrema magreza. A definição de bulimia nervosa é um ciclo de compulsão alimentar seguido de comportamento compensatório e inadequado para evitar ganhar peso ( p.ex., vômito auto-induzido, uso indevido de laxantes e diuréticos, jejum, excesso de exercícios) e exagerada preocupação com o peso corporal.

No modelo tradicional, apenas a bulimia e a anorexia nervosa são tratadas como desordens psiquiátricas propriamente ditas, recebendo tratamento e acompanhamento de  profissional médico especializado na área psiquiátrica, ao passo que os demais pacientes que apresentam obesidade, inclusive obesidade mórbida, tem seu tratamento encaminhado ao médico endocrinologista, mesmo sabendo-se que a literatura aponta o envolvimento das endocrinopatias em menos de 1% como doença subjacente que possa explicar sua obesidade.

Observando-se os quadros de obesidade que não se encaixam nos padrões de anorexia e bulimia nervosa, nota-se variantes de transtornos do comer compulsivo que são tratados no modelo tradicional como desordem nutricional e está baseada em abordagem por meio de dietas, atividades físicas, modificação de comportamento, farmacoterapia ou cirurgia bariátrica (CÉCIL, 2005).

Note-se que há uma tendência histórica em “destinar” os cuidados da  obesidade aos domínios da endocrinologia, mesmo à luz dos conhecimentos atuais em saber que seus conhecimentos não abrangem mais do que um por cento da fisiopatologia da obesidade. Não caberia nesse artigo discorrermos sobre todas as origens que levaram a endocrinologia ser o campo do saber médico destinado a tratar obesidade até os tempos atuais, o que se sabe é que se acreditava, no princípio, tratar-se de um distúrbio glandular.

Em 1998,  a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontava que:

 

A obesidade afetava 5 a 10% da população mundial. Ou seja, mais de 250 milhões de pessoas. Atualmente, esses números foram ultrapassados: estima-se que haja 700 milhões de pessoas com excesso de peso e 350 milhões de obesos. Em outras palavras, mais de um bilhão de pessoas estão acima da faixa de peso ideal ( ROBERT, 2003, p.30).

 

O paradigma tradicional tem na reeducação alimentar uma das suas colunas mais sólidas do seu tratamento representado pela dieta. Como foi dito anteriormente, somente a anorexia e a bulimia nervosa são tratadas como desordens psiquiátricas, restando todas as demais classes de obesidade, como distúrbios não psiquiátricos.

Ora, em uma patologia que tem como base de enfrentamento fazer dieta, supõe-se que o sujeito esteja apto para tal intento, haja visto que o mesmo não é portador de nenhum “distúrbio psiquiátrico” que o impeça de realizá-lo, portanto, conclui-se que o mesmo, ao ser fornecido uma dieta, tem capacidade para seguí-la e de reeducar-se!

Aos olhos dos profissionais da saúde, da sociedade, da família e do próprio paciente surge esse estranhamento ao ver o insucesso do plano dietético fornecido, uma vez que o paradigma está fundado no princípio de que o paciente tem o controle sobre aquilo que ele pode ingerir ou não.

O que explicaria, então o aumento crescente da obesidade e a expressiva taxa de insucessos terapêuticos?

Em nosso entendimento, o paradigma tradicional tem uma falha ao tratar apenas como transtornos psiquiátricos os transtornos alimentares definidos como anorexia e bulimia nervosa, deixando os demais subgrupos de obesidade subentendidos ou mal-definidos como transtornos psiquiátricos. Faz-se necessário enfatizar veementemente o aspecto compulsivo das demais formas de obesidade, salientando-se que, os portadores da mesma não tem competência para seguir dietas, pois também são portadores de um transtorno psiquiátrico caracterizado como transtorno alimentar compulsivo de variante atenuada.

Seguindo essa linha de pensamento, a obesidade é uma forma de adicção aos farináceos e doces (não de gorduras) que acomete os pacientes no final da tarde ou início da noite (happy-hour), preferencialmente no domicílio do paciente (fuga do social), que se estende até o horário do paciente adormecer. Pela manhã, o paciente não sente fome, come pouco no almoço, e, à tardinha o ciclo reinicia-se.

O ponto chave evidenciado é a incapacidade do paciente deixar de ingerir farináceos ou doces ao chegar em casa. O mesmo acaba engordando, e, para continuar alimentando seu “vício” passa a enganar-se com similares: Pão preto, pão light, torradas, biscoitos integrais, entre outros.

O paciente deveria ser incentivado a ingerir sua carga de farináceos e doces pela manhã até o horário do almoço deixando a tarde para a ingestão de frutas e proteínas para a noite. É importante frisar que as gorduras não despertam a compulsão alimentar a essa parcela de pacientes compulsivos por farináceos, portanto, poderão ser ingeridas a qualquer horário do dia, desde que não associadas a farinha ou doces após o almoço.

Com as conjecturas acima, tentamos definir uma parcela dos pacientes obesos que não vêm obtendo êxito aos programas tradicionais de tratamento porque estão baseados num paradigma em crise.

O antigo e o novo paradigma não são comparáveis; em verdade, são incomensuráveis.

Os proponentes do novo paradigma são, em geral, pessoas jovens.  Compreende-se por que as reações hão de surgir principalmente das gerações mais velhas. Os novos conhecimentos acabam por implantar-se,  muitas vezes, não porque os opositores sejam convertidos, mas porque esses opositores acabam perecendo…

 

3 Considerações Finais

 

Conclui-se que, o paradigma tradicional necessita olhar os pacientes portadores de obesidade como comedores compulsivos, incapazes de seguir uma dieta que contemple farináceos ou doces após o almoço, e, fundamentalmente, tais pacientes, são portadores de desordens psiquíátrica, necessitando acompanhamento e tratamento  especializado, até mesmo com medicação específica para esse fim, encontrando campo especializado do saber na psiquiatria e não na endocrinologia.

Nosso intento é apresentar uma proposta para a ciência normal na tentativa de explicar algo que está ocorrendo dentro do paradigma e que, talvez, os pesquisadores, não tenham percebido. Não existe dentro do paradigma nenhuma citação de que o paciente obeso não tenha o controle sobre a ingesta de farináceos após o almoço. Neste contexto, talvez seja essa a peça do quebra-cabeças que esteja faltando para explicar o paradigma, talvez não… A experiência positiva  desse pesquisador na vida profissional com trato de pacientes obesos  atendendo mais de dez mil pacientes obesos ao longo de 13 anos qualifica suas observações.

 

REFERÊNCIAS:

 

CECIL, Russell L.; GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, D. A. Cecil: tratado de medicina interna. 22. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

 

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM) – Ensino Médico no Brasil e o discurso na modernidade. Ano XXI . Nº. 159 . pp 23-4 – abril/maio/junho 2006

KUHN, Thomas S.  A Estrutura das revoluções científicas.  2.ed. São Paulo: Perspectiva, 1987.

 

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