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BATE PAPO SOBRE OBESIDADE

novembro 3, 2008

Abaixo transcrevo entrevista minha concedida ao site cuidando do corpo de Brasilia-DF o qual obteve bastante repercursão:

Dando continuidade a semana da obesidade, o Cuidando do Corpo entrevista o Médico Henri Fernando Bischoff, anestesiologista com aperfeiçoamento em obesidade e Medicina Estética em Barcelona e atende em seu consultório situado na cidade de Santa Catarina – RS

Cuidando do Corpo: Há quanto tempo trabalha com o tratamento da obesidade?

Dr. Henri: Trabalho com obesidade há 15 anos, desde outubro de 1993.

Cuidando do Corpo: O que a medicina tem a dizer sobre a obesidade?

Dr. Henri: A obesidade é uma doença reconhecida pela OMS – Organização Mundial de Saúde – caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido gorduroso no indivíduo. Ela é caracterizada por uma ansiedade que desencadeia o comer compulsivo. Esta ansiedade acomete a pessoa, principalmente, à noite. O alimento é, preferencialmente, carboidratos derivados das farinhas ou doces.

A obesidade é a mais comum das desordens nutricionais nos Estados Unidos, e custa mais de cem bilhões de dólares americanos, por ano, em despesas médicas relacionadas.

Estima-se que aproximadamente 60% dos americanos adultos estão com sobrepeso e/ou obesidade. Aproximadamente 60% dos homens e 51% das mulheres nos Estados Unidos têm sobrepeso ou já estão obesos. Ao interpretar esses dados, contudo, é importante lembrar que há uma relação inversa entre o estado socioeconômico e a obesidade, especialmente entre as mulheres.

Cuidando do Corpo: Quais os fatores que causam a obesidade?

Dr. Henri: Uma porção significativa da variação de peso é genética. Menos de 1% dos pacientes obesos tem uma doença subjacente que possa explicar sua obesidade. As endocrinopatias são as causas secundárias mais comuns de obesidade, dentro desse universo de um por cento. Noventa e nove por cento dos pacientes obesos não têm sua causa nas endocrinopatias (Cécil 2005).

Faz-se necessário uma devida compreensão das contribuições do decréscimo da atividade física relacionada com o trabalho, do decréscimo das atividades da vida diária e do aumento do comportamento sedentário e dos transtornos alimentares caracterizados por padrões anormais de alimentação e atitudes erradas sobre a importância do corpo e do peso, para ajudar o médico a interagir com o paciente para descobrir padrões que possam relacionar-se com o aumento de peso.

Existem mudanças nos ambientes ocidentais que estão conspirando para expor as tendências de obesidade nas pessoas com suscetibilidade constitucional ou genética favorável. Médicos pesquisadores que estejam atentos para estes fatores ambientais são mais eficientes em ajudar seus pacientes obesos a identificar quais desses fatores ambientais estão contribuindo mais para o problema e a desenvolver programas com maior possibilidade de sucesso.

Os transtornos alimentares fazem parte de um grupo de transtornos psiquiátricos caracterizados por padrões anormais da alimentação e atitudes erradas sobre a importância do peso e do corpo, especificamente, a avaliação da auto-estima com base no peso. Os mais comuns e mais definidos transtornos alimentares citados na literatura médica são a anorexia e a bulimia nervosa .

A característica de anorexia nervosa é a busca de emagrecimento mesmo diante de extrema magreza. A definição de bulimia nervosa é um ciclo de compulsão alimentar seguido de comportamento compensatório e inadequado para evitar ganhar peso ( p.ex., vômito auto-induzido, uso indevido de laxantes e diuréticos, jejum, excesso de exercícios) e exagerada preocupação com o peso corporal.

No modelo tradicional, apenas a bulimia e a anorexia nervosa são tratadas como desordens psiquiátricas propriamente ditas, recebendo tratamento e acompanhamento de profissional médico especializado na área psiquiátrica, ao passo que os demais pacientes que apresentam obesidade, inclusive obesidade mórbida, tem seu tratamento encaminhado ao médico endocrinologista, mesmo sabendo-se que a literatura aponta o envolvimento das endocrinopatias em menos de 1% como doença subjacente que possa explicar sua obesidade.

Observando-se os quadros de obesidade que não se encaixam nos padrões de anorexia e bulimia nervosa, nota-se variantes de transtornos do comer compulsivo que são tratados no modelo tradicional como desordem nutricional e está baseada em abordagem através de dietas, atividades físicas, modificação de comportamento, farmacoterapia ou cirurgia bariátrica (Cécil 2005).

Nota-se que há uma tendência histórica em “destinar” os cuidados da obesidade aos domínios da endocrinologia, mesmo à luz dos conhecimentos atuais em saber que seus conhecimentos não abrangem mais do que um por cento da fisiopatologia da obesidade. Não caberia aqui nessa entrevista discorrermos sobre todas as origens que levaram a endocrinologia ser o campo do saber médico destinado a tratar obesidade até os tempos atuais, o que se sabe é que se acreditava, no princípio, tratar-se de um distúrbio glandular.

Se você tiver alguma dúvida, sobre essa matéria, entre em contato conosco pelo nosso e-mail (blogcuidandodocorpo@gmail.com), ou use nosso campo de comentários.

Na parte II o Dr. Henri irá falar sobre os tratamentos para a obesidade.

Na segunda parte da entrevista com o Dr. Henri, que é anestesiologista com aperfeiçoamento em obesidade e Medicina Estética em Barcelona e atende em seu consultório situado na cidade de Santa Catarina – RS, ele fala ao Cuidando do Corpo sobre os tratamentos para a obesidade.

Cuidando do Corpo: Qual o tratamento para a obesidade?

Dr. Henri:
Fica difícil falarmos em um tratamento específico para a obesidade, mas sim, em enfoques múltiplos de tratamentos que deverão ser individualizados caso a caso.

O principal objetivo do tratamento do paciente obeso é a aceitação do problema. Aceitar que o seu estilo de vida é que está lhe engordando. O paciente nega seu próprio corpo, não se aceita gordo e com isso, não aceita a sua realidade e passa a viver num mundo de sonhos, esperando uma solução mágica para seus problemas: Desde que essa solução não interfira no seu estilo de vida.

Precisamos focalizar mais o controle da compulsão alimentar e o equilíbrio das vontades e necessidades do paciente do que somente emagrecer; caso contrário, ao emagrecer o paciente tem a sensação de objetivo cumprido e abandona o tratamento voltando a engordar.

É necessário informar ao paciente que a obesidade é uma doença lenta, progressiva e incurável, sendo imperativo um tratamento para a prevenção da recaída na etapa da manutenção do peso.

O tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar composta por médico, psicólogo, enfermeiro, nutricionista, esteticista, assistente social e personal trainer. Um aspecto fundamental que deve ser enfatizado é a necessidade desse paciente participar de um grupo de mútua ajuda para obesos onde ele vai compartilhar suas experiências, forças e esperanças a fim de ajudar a si e a outros obesos a se libertarem das angústias do comer compulsivo.

Esse enfoque de tratamento é chamado de “Compreensive Treatment Program”- Programa de Tratamento Abrangente, onde vários profissionais atuam no mesmo paciente com o mesmo objetivo.

O primeiro passo do tratamento é o desejo sincero do paciente de livrar-se do comer compulsivo, o que exige honestidade rigorosa, mente aberta e boa vontade. O obeso necessita aceitar que o seu modo de vida tem que ser modificado. O paciente deve ser estimulado a não fazer promessas irreais (nunca mais irá engordar) e focalizar objetivos simples e atingi-los. “Não irei dar vazão à minha compulsão e irei me controlar somente hoje”.

Um plano simples e fácil de ser atingido é o de estabelecer duas metas para hoje: caminhar e jantar. Caminhando hoje, mesmo sem vontade, o paciente começa a colocar o programa em prática. E, ao jantar, ao invés de lanchar o paciente realiza o ritual de sentar-se à mesa e fica com a sensação de não ter que pensar mais em comida ( o que não ocorre quando ele lancha). O ato de jantar influencia o paciente a não beliscar, e, assim, não dá vazão à compulsão.

Os pacientes que com mais facilidade se mantém magros são aqueles que perderam grandes quantidades de peso ( 20 kg ou mais), pois foram os que mais sofreram com as angústias da obesidade e observaram uma melhora do seu estilo de vida mais significativa.

Os pacientes que perdem até 6 kg, aproximadamente, apresentam mais recaídas de comportamento, pois, estão ainda na fase inicial da doença e a negação do problema é maior. Suas vidas não foram afetadas de forma tão dramática pela obesidade como para os grandes obesos, não sofreram bastante a ponto de desejarem sinceramente mudar de vida.

Esses hábitos nos levam a engordar e essa gordura fica “gravada” na memória metabólica do organismo durante 2 anos no mínimo. Por isso, de nada adianta fazermos um regime para emagrecer e atingir o peso ideal em curto espaço de tempo se, depois de atingirmos a meta, pararmos de nos cuidarmos, pois, nosso organismo, que teve gravado dentro dele o peso de obeso, vai fazer de tudo para recuperar o peso perdido em menos de 2 anos após uma dieta.

Daí o velho ditado popular: “Parou o remédio de emagrecer: Engordou o dobro…” E é mais ou menos assim, se utilizarmos uma medicação para emagrecer, quando ficamos magros NÃO PODEMOS PARAR O REMEDIO, mas sim, trocá-lo pelo estabilizador o qual será mantido durante 2 anos para que nosso organismo “apague” aquela memória do peso de obeso e troque pela memória do peso de magro. Portanto a chave do sucesso de manter-se magro a longo prazo é manter o tratamento iniciado durante 2 anos no mínimo após ter atingido o peso ideal.

Dois anos é o tempo que o organismo leva para acostumar-se a ficar magro novamente, portanto, você tem que manter seu tratamento por todo esse período.

Cuidando do Corpo: Qual o tratamento mais eficiente?

Dr. Henri: Aceitação do problema, desejo sincero de querer se tratar e ter consciência que esse tratamento deverá ser para o resto da vida.

Cuidando do Corpo: Quando há a necessidade de um tratamento medicamentoso?

Dr. Henri:
Acredite no seu médico e no ministério da saúde: Se qualquer remédio é nocivo á saúde brasileira, o mesmo tem a licença cassada pelo ministério da saúde no ato, não necessitando reportagens em série com interesses suspeitos, quando se sabe que a indústria da obesidade fatura 4 bilhões de dólares por ano somente no Brasil e, o mínimo vai para multifuncionais.

A quase totalidade desse valor permanece no Brasil, pois o mesmo é produzido em farmácias de manipulação brasileiras gerando empregos e impostos vê-se um grande interesse em destruir a imagem da medicação de emagrecer. É claro que o abuso, e não o uso (como está no rótulo do remédio) faz mal a saúde, assim como qualquer outra medicação que abusarmos, até mesmo aspirina, se abusarmos e ingerimos 10 aspirinas de uma vez só.

A medicação faz parte de um tripé de tratamento: DIETA EXERCÍCIOS E MEDICAÇÕES. Os problemas ocorrem, muitas vezes, quando a pessoa não observa esse tripé e passa a usar só a medicação esperando tudo do remédio. Não se alimenta, não faz exercícios, fica com o corpo fraco e passa a ficar tonta, sobre desmaios, dor-de-cabeça, tremores, falta de memória, depressões, etc… Tudo sintomas de falta de alimentação…

A família se assusta, leva a pessoa no hospital o médico plantonista presta atendimento e sem o conhecimento de causa põe a culpa na medicação e não no paciente, com isso, a medicação vai ganhando a má fama de “causar mal”…Sempre são realizados exames ao longo do tratamento.

São realizados periodicamente todos os exames para a sua segurança e de sua família para garantir que a sua medicação não esta lhe prejudicando e que, ao contrário, a medicação melhora a cada vez mais o seu perfil de colesterol, triglicérides, hematócrito, glicose, pressão arterial, acido úrico, etc. Ou seja, você ganha saúde tomando medicação e não ao contrário.
É A OBESIDADE QUE MATA E NÃO A SUA MEDICAÇÃO!

Se você tiver alguma dúvida, sobre essa matéria, entre em contato conosco pelo nosso e-mail (blogcuidandodocorpo@gmail.com), ou use nosso campo de comentários.

Na parte III o Dr. Henri irá falar sobre os resultados e a contra-indicação do tratamento para a obesidade, por que as pessoas voltam a engordar depois do tratamento e a importância do exercicios físico no tratamento.

Na terceira e última parte da entrevista com o *Dr. Henri, CRM: 6284- SC, que é anestesiologista com aperfeiçoamento em obesidade e Medicina Estética em Barcelona e atende em seu consultório situado na cidade de Santa Catarina – RS, ele fala ao Cuidando do Corpo sobre s resultados e a contra-indicação do tratamento para a obesidade, por que as pessoas voltam a engordar depois do tratamento e a importância do exercícios físico no tratamento.

Cuidando do Corpo: Quanto tempo é preciso para se ter um resultado satisfatório no tratamento?

Dr. Henri: Os resultados devem ser notados já na primeira semana de tratamento, pois o paciente irá urinar bastante nessa fase devido à sua retenção líquida. Logo, é de esperar perdas de peso significativas, principalmente nos primeiros 15 dias de tratamento. Se isso não ocorrer, você deve procurara seu médico.

Cuidando do Corpo: Há alguma contra-indicação para o paciente no tratamento medicamentoso contra a obesidade?

Dr. Henri:
A medicação não tira efeito de anticoncepcionais ou de outros medicamentos que porventura o paciente esteja tomando. A única recomendação: Se você necessitar tomar antibiótico (ou se sentir febre) interrompa o uso do remédio de emagrecer até terminar o antibiótico.
Bebidas alcoólicas devem ser tomadas em horários distantes da medicação de emagrecer (no mínimo 6 horas depois). Melhor seria não ingerir álcool, pois esse contém muitas calorias.

Cuidando do Corpo: Por que as pessoas voltam a engordar depois de fazer regime ou um tratamento contra a obesidade?

Dr. Henri:
Após um período breve de alguns meses em emagrecimento o paciente obeso, agora magro, começa a viver uma nova realidade e, se não for trabalhada uma terapia comportamental, começa lentamente um processo de desânimo. Forças contrárias ao tratamento passam a ser valorizadas pelo paciente nessa fase. Exemplos disso são comentários negativos da família, pressão dos amigos, férias de verão, festas, distância geográfica do médico, problemas financeiros, excesso de trabalho, etc. O paciente acha que pode se cuidar sozinho, mas, sem perceber começa a abandonar o médico, depois as caminhadas e por fim a própria dieta. Aquele período pequeno em que ele, sem tratamento, mantém seu peso serve de justificativa para ele não retornar ao médico… e , assim, a recaída está instalada. Alguns meses depois, com o paciente novamente obeso, o sentimento de culpa, remorso, depressão voltam e o paciente inicia o processo novamente de querer emagrecer.

Cuidando do Corpo: Onde e quando se encaixa o exercício físico no tratamento contra a obesidade?

Dr. Henri: É fundamental reservar um tempo para o exercício como parte da mudança de hábito de vida. Muita gente trabalha o dia todo e estuda á noite. Ou chega a casa e tem que se dedicar à família. Não tem tempo… Mas é por isso mesmo que está obeso! Ou aceita a obesidade como resultado dessa vida agitada ou enfrenta o problema de frente. Temos que readequar o problema. Abílio Diniz, empresário da maior rede de supermercados do Brasil acorda às 4 horas da manhã, às 5 horas, está na sua piscina nadando. No meio dia faz musculação e depois encontra tempo para trabalhar e dedicar-se a sua família. Não adianta… Você tem que se decidir: Precisa fazer exercícios! Pouca gente gosta, mas faz… Você só precisa planejar-se. Não precisa fazer o que todo mundo faz. Ir para academias, só por que todo mundo vai, muitas vezes, é uma imposição da sociedade e faz você se sentir constrangido. Mas se você gosta de academias, por favor, vá correndo! Se você não gosta, faça aquilo que você fazia na sua infância: Andar de bicicleta, correr, pular corda, enfim; descubra algo prazeroso para ajudar a incorporar os exercícios no seu novo hábito de vida.
Aqui vai uma dica que ajuda em muito a conciliar nossos afazeres cotidianos ao hábito de fazer exercícios: Cultive o hábito de ler enquanto faz esteira. Você não imagina o quanto isso lhe dá prazer. Dá mais prazer do que olhar televisão na frente da esteira, pois a leitura é um hábito mais culto e, sempre temos um livro, uma revista, um trabalho, um jornal ou um artigo que temos que ler, mas, ás vezes, não temos tempo, por isso, reserve esse tempo à leitura enquanto faz esteira e você vai se surpreender do quanto o tempo vai passar rapidamente e do quanto vai render a sua leitura e o seu exercício.

Se você tiver alguma dúvida, sobre essa matéria ou sobre os assuntos abordados na semana da obesidade, entre em contato conosco pelo nosso e-mail (blogcuidandodocorpo@gmail.com), ou use nosso campo de comentários.

O Cuidando do Corpo agradece ao Dr. Henri pela entrevista e por esclarecimentos importantes sobre essa doença tão grave que acomete várias pessoas no mundo todo e agradecemos aos leitores que interagiram nos comentários e participaram durante toda a semana da obesidade.

* Médico há 18 anos formado pela Faculdade Federal do Rio Grande do Sul, especializado em anestesiologia e pós- graduado em Medicina Estética em Barcelona em 1998. Professor do Curso de Pós-Graduação em Med. Est. da Soc. Bras. Med. Est. – Regional Sul, onde ministra aulas sobre fios de ouro e de sustentação. Detentor de Patentes sobre fios-de-ouro, fios de sustentação, implantes injetáveis líquidos e cremes cosmecêuticos. Consultor científico da Ind. Stem de produtos farmacêuticos voltados à prevenção do envelhecimento. Ex- Prof da Faculdade de Medicina UNESC de SC. Mestrado em Educação com estudo sobre o Estilo de Pensamento em Medicina Estética e sua Contribuição para a Formação Médica. Co-Autor do Livro Conversando com o Paciente em Cirurgia Plástica Ed: Ieditora 2a. Ed.2008. Autor de vários artigos e palestras sobre fios de sustentação facial e corporal e ensino da obesidade nas faculdades de medicina do Brasil.

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