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IMPLANTES DE FIOS DE OURO

outubro 20, 2012

Prof. Dr . Henri F. Bischoff

Pós Graduado em Medicina Estética pela U.I.M.E – Buenos Aires 1996.

Título Superior de Master em Medicina Estética pela Escola Espanhola de Medicina Estética – Barcelona 1998

Membro da equipe pioneira dos implantes de fios de ouro no Brasil

HISTÓRICO

A técnica de implantes de fios de ouro nos locais de flacidez cutânea ou preenchimento de rugas foi desenvolvida na França na década de 60 por Caux (1) o qual descreveu o emprego de fios de ouro associados a fio de mononylon para preenchimento de sulcos e sustentação facial . Na década de 80, Parisot e Haddad ( Paris – França) relatam a experiência com fios de cat-gut para preenchimento de sulcos do rosto.

Além do cat-gut, outros fios sintéticos foram utilizados na intenção de promover a sustentação da pele , porém o ouro foi o material considerado mais seguro , tanto pela pureza, densidade, cor e maleabilidade, quanto por ser um material inerte ( 2) . Orenes ( Espanha) foi o primeiro a relatar um estudo histopatológico dos fios de ouro implantados e observou uma reação granulomatóide ao redor do fio. ( 1 )

Em 1996, um brasileiro, Dr Wilson Rondó Jr, publica seu artigo no Plastic and Reconstructive Surgery : “ Histologic Study of the Skin with Gold Thread Implantation” . Neste trabalho o mesmo fez um estudo histológico dos fios de ouro implantados em 10 pacientes e demonstrou que os mesmos provocam um granuloma tuberculóide ao redor do fio com grande quantidade de fibras reticulares e ausência de células gigantes multinucleadas ( o que caracteriza ausência de reação a corpo estranho ) nem uma rejeição tecidual no lugar do implante. As fibras reticulares representam um tipo especial de fibras colágenas, as quais estão aumentadas em granulomas e nas feridas em processo de cicatrização . A medida que a resolução dos granulomas ou das feridas cicatrizam, as fibras reticulares são fundamentalmente substituídas por fibras colágenas . A presença do granuloma tuberculóide encontrado, rico em fibras de reticulina ao redor do fio de ouro, provocaria um aumento da sustentação e tensão da pele , pela formação de uma trama e de um conseqüente estímulo na produção de colágeno, melhorando a qualidade da própria pele. ( 2 ).

Em 1997, outro médico brasileiro, Dr Laércio Gómez Gonçalves publica seu trabalho com 566 casos de fios de ouro implantados , dos quais, 303 casos foram implantados para dermossustentação e 263 casos para preenchimento de rugas . Dos 303 casos de dermossustentação o autor dividiu-os em 4 grupos: fio de ouro isolado, fio de ouro com fio de seda associado, fio de ouro com fio de cat-gut e fio de ouro com fio poliglicólico. Na análise estatística não houve vantagens nos resultados em associar outros fios ao fio de ouro, pelo contrário, devido a reação de corpo estranho ao fio associado, a mesma retardou a retração dos fios de ouro, ou seja, pioraram os resultados, donde o autor concluiu que , para promover a dermosustentação, os fios de ouro devem ser utilizados isolados sem associação a outros materiais, motivo pelo qual são utilizados dessa forma até hoje. O mesmo realizou ainda uma análise histopatológica dos fios implantados e observou a ação benéfica do ouro sobre os fibrócitos dérmicos nas atividades de síntese de colágeno, assim como a atuação do ouro sobre a rede microfibrilar e glicosaminoglicanas modificando a elasticidade e turgência da derme . Essa ação do ouro sobre os elementos nutritivos da derme promovem a dermossustentação , a neovascularização e o rejuvenescimento da derme ( 3 ).

No mesmo ano de 1997 , Dr C. Auffret ( França) publica em seu trabalho que os fios de ouro , por serem fios extremamente finos ( 0,1 mm diâmetro) têm como indicação de preenchimento aquelas rugas que são bastante finas ( pés-de galinha e periorais) , pois a microestimulação das fibras reticulares estaria muito bem indicada nesses casos , e, qualquer outro fio mais grosseiro causaria um efeito inestético nessa região. O mesmo publica ainda que os fios de ouro são bem indicados para o tratamento do dorso das mãos, flacidez dos braços e face interna das coxas ( 4 ) .

INTRODUÇÃO

O efeito do sol , o passar dos anos, a dieta e o estilo de vida são fatores que contribuem para o envelhecimento da pele; situação inevitável, a qual pode ser amenizada por meios cirúrgicos ou não cirúrgicos através das diversas técnicas que têm se tornado muito comuns em nosso meio .

Atualmente, são conhecidas muitas opções destinadas a corrigir os efeitos do envelhecimento cutâneo, tais como o lifting cirúrgico tradicional ou laparoscópico, a utilização dos alfa ou beta hidroxiácidos, a aplicação de laser de CO2 (resurfacing) , ondas de radiofreqüência, aplicação de toxina botulínica, injeção de substâncias biocompatíveis, lipoffiling e dermossustentação com implantes de fios.

Esta explosão de procedimentos desafia a comunidade médica dedicada à investigação de procedimentos estéticos para que desenvolvam opções terapêuticas de vanguarda que sejam seguras, duradouras, de fácil aplicação e de menor custo; que diminuam, escondam ou detenham o passar dos anos de tal maneira que se possa recuperar a cútis vigorosa, oxigenada e nutrida que uma vez esteve em posição anatômica e esteticamente adequada.

Desta forma, almejando uma opção terapêutica diferente e acessível aos pacientes, foi desenvolvida uma nova técnica não cirúrgica diferente das já existentes para procedimentos de implantes de fios de ouro. Esta nova técnica visa uma maior cobertura da área facial e um maior entrecruzamento de fios, proporcionando uma maior produção de fibras reticulares de colágeno e uma maior nutrição da pele com um resultado estético mais duradouro e eficaz.

VANTAGENS

Apesar do tratamento cirúrgico para dermossustentação oferecer resultados consistentes e a longo prazo, este método exige que o paciente afaste-se de suas atividades habituais, razão pela qual os procedimentos simples e de fácil execução, como os implantes de fios, têm tido a preferência do público.

Outra vantagem ao lidarmos com o implante de fios de ouro é a sua segurança. Por ser um método mundialmente conhecido e aplicado há mais de 40 anos, encontramos farto material bibliográfico, incluindo-se o tempo de follow-up suficiente e necessário para atestar sua segurança: possíveis complicações encontram-se documentadas e, então, relatados seus respectivos tratamentos.

A técnica do implante de fios de ouro é simples. Os fios são implantados na subderme e ali são deixados para formar uma cápsula de retração cicatricial, portanto, não tracionam nada no momento do implante. O procedimento é realizado no consultório, sem a necessidade de auxiliares.

Os fios de ouro são melhor indicados para a prevenção do envelhecimento, quando passados em pacientes dos 30 aos 50 anos. Apesar de poderem ser indicados até a idade de 65 anos, apresentam resultados bastante inferiores. Como já foi dito, se prestam muito bem para associarmos com as mais diversas técnicas de rejuvenescimento: Peelings, preenchimentos, toxina botulínica, etc; não atrapalhando um lifting no futuro. Os pacientes devem ser alertados que os fios de ouro, por serem metálicos, são radiopacos, portanto aparecem ao Raio-X.

Conforme descrito na literatura ( 12) , os fios de ouro são bactericidas, portanto não provocam infecção . Em 492 casos implantados desde 1996 de fios de ouro isolados em nosso serviço não tivemos nenhum caso de infecção pós-implante e, como mantemos contato com a quase totalidade dos médicos que realizam a técnica no Brasil desde 1996, não nos foi comunicado nenhum caso de infecção por implantes de fios de ouro. Constatamos também uma melhora efetiva no controle do acne dos pacientes implantados , provavelmente pelo efeito bactericida e antiinflamatório do ouro.

DESVANTAGENS

Ao contrário dos fios de tração de polipropileno, os fios de ouro não produzem efeito imediato. É necessário aguardar 90 dias para observar-se o resultado. Os mesmos também não tracionam estruturas profundas tendo efeito apenas na derme, portanto, quando implantados em faces muito ptosadas os mesmos não conseguem tracionar músculos, ou quando implantados no mento, necessitam que se retire a gordura submentoniana através de uma cânula de lipoaspiração.

REAÇÕES ADVERSAS

Na literatura encontramos descritas reações adversas aos medicamentos a base de sais de ouro utilizados em Reumatologia , tais como: nefrose, toxicidade gastrointestinal ( diarréia, e dores abdominais) ( 5 ) , hematológicas ( neutropenia crônica ) ( 6 ) , problemas dermatológicos: dermatite de contato por sensibilização, reação liquenóide oral ( 7, 8, 9, 10) , nos pulmões: pneumonite por hipersensibilidade ( 11 ). Porém , totalmente diferente do material utilizado em Medicina Estética, o ouro que utilizamos é um material com 99,99 % de pureza , de 24 quilates, sólido e não na forma de sal. Convém salientar que nos trabalhos publicados com fios de ouro não foi encontrada nenhuma reação adversa tais como: processo inflamatório, infecção, ou qualquer reação alérgica ( rejeição) ou imunológica, certamente, pela qualidade do material. Bem como nos trabalhos publicados em Odontologia, nos quais se utiliza próteses com ouro, o mesmo se mostrou bactericida e também inócuo ao organismo, não determinando reação inflamatória na gengiva ( 12 , 13 ) .

APRESENTAÇÃO (fig. 1 )

 Fio de Ouro 24 quilates

 99,99% pureza

 0,1 mm de diâmetro

 150 cm de comprimento

 Acompanhado de agulha reta de Keith de 7 cm

INDICAÇÕES

1. Flacidez de rosto

2. Flacidez de pescoço

3. Flacidez de braços

4. Flacidez de nádegas

5. Flacidez de Coxas

6. Flacidez de barriga

7. Rugas finas dos pés-de-galinha, rugas periorais verticais ( códigos de barra ) e preenchimento de dorso das mãos.

8. Acne * ( pelo seu efeito bactericida e antiinflamatório ).

CONTRA- INDICAÇÕES

1. Obesidade local exagerada

2. Flacidez local exagerada

3. Infecção no local do implante

4. Pacientes imunossuprimidos

5. Pacientes em uso de Retinóides sistêmicos

6. Pacientes com doenças do colágeno

7. Pacientes diabéticos descompensados

8. Pacientes psiquiátricos ( psicóticos, bipolares, depressivos, etc. )

9. Pacientes com expectativas irreais do procedimento.

MECANISMO DE AÇÃO

Os fios-de-ouro após implantados formam ao longo do trajeto do fio, um granuloma tuberculóide com grande quantidade de fibras reticulares. (figura 2 )

Após 15 dias de reação inflamatória, começa a ocorrer a retração fibrótica com encurtamento do granuloma e, conseqüente enovelamento sinuoso do fio implantado.

Após 90 dias há diminuição de 30% do comprimento do fio implantado com achados radiológicos que mostram que o fio apresenta-se sinuoso. ( 1, 2 ) – figura 3 e 4

MARCAÇÃO – TÉCNICA MALHA DE REDE “REMAILLAGE” -

Na face, tomamos, como referência, o sulco nasogeniano e a asa do nariz e marcamos um ponto ( A1 ) e o ponto 1 cm a frente do trágus da orelha (A). Após, são colocados 10 fios paralelos a esses pontos , 6 na região da face (A-A1, B-B1, C-C1, D-D1, E-E1, F-F1) e 4 na região cervical ( G-G1, H-H1, I-I1, J-J1 ) .

Colocamos mais 4 fios verticais para tratamento da flacidez do masseter tomando como referência o sulco nasogeniano ( 1o. Fio) e mais 3 fios paralelos a esse (X-X1, Y-Y1, Z-Z1) Fizemos o mesmo procedimento na outra hemiface e, na região mentoniana unimos as porções cervicais dos fios G1 com o G1 da outra hemiface , H1-H1, I1-I1 e J1-J1. Para , assim completarmos todas as duas hemifaces, região cervical e porção anterior submentoniana. Com isso, passamos 14 fios de cada lado do rosto, mais 4 submentonianos totalizando 20 fios faciais e 12 fios cervicais. Figuras 5 e 6 . A formação de uma malha de rede também chamada de “remaillage” é intensa utilizando-se esta técnica. Figura 12

- TÉCNICA DO PÁRA-QUEDAS INVERTIDO –

Esta foi a primeira técnica utilizada por muitos anos a qual consistia em utilizar apenas poucos fios em formato de triângulo, lembrando um pára-quedas , pois acreditava-se que os fios exteriorizando-se por um único orifício formariam um granuloma de ponta maior e mais denso, o que direcionaria o sentido de tração dos fios. Mais tarde, através de estudos radiográficos, observou-se que isso não influenciava o sentido da tração dos fios , pois estes, ao serem implantados retraíam-se de maneira concêntrica. Esta técnica, por utilizar poucos fios nos dá um resultado inferior que a primeira e, por isso não é mais utilizada em nosso serviço.

Na face, tomamos, como referência, o sulco nasogeniano e o ponto médio entre a implantação superior da orelha e o canto externo do olho. São colocados de 2 a 3 fios, dependendo da extensão da flacidez (não, do grau), dirigidos verticalmente, e mais um fio perpendicular e centralmente a estes, em cada lado da face .

No pescoço, as referências são a linha média cervical e o ponto situado a 1,5 cm inferior ao ângulo mandibular. Após a colocação dos fios, tem início a reação desejada: formar-se-á, ao longo de cada fio implantado, um tubo de fibras de elasticidade que ocasionarão a mobilização do tecido facial. Figuras 7 e 8 .

TÉCNICA

1. Marcação com caneta dérmica -

2. Assepsia da pele

3. Anestesia infiltrativa com fórmula de Klein ao longo do trajeto do implante Figuras 9 e 10

4. Agulhar o fio com a agulha de Keith

5. Proceder o implante ao nível subdérmico .A penetração se realiza de maneira perpendicular a pele e logo depois de perfurada se abaixa a agulha e tangencialmente a pele de maneira a seguir o trajeto subdérmico se aponta a agulha para o orifício de saída. A mão oposta realiza uma pinça da pele para permitir uma tunelização da agulha, ao mesmo tempo em que vai franzindo a pele para permitir que os 7 cm da agulha sejam suficientes para cobrir superfícies maiores que este comprimento. Quando a agulha vai se introduzindo toda na pele, repara-se a mesma com uma pinça Crille ao mesmo tempo em que se franze mais vigorosamente a pele para exteriorizar a agulha do outro lado da pele. Ao sair a agulha retira-se a mesma delicadamente para não arrebentar o fio e vai-se tracionando o fio até que o mesmo entre totalmente no orifício de entrada. Com a mão se franze novamente a pele para se formar um efeito “sanfona” na mesma, que permita, logo depois do corte da ponta do fio de ouro, ao se soltar a pele , uma entrada da ponta do fio no orifício de saída. Figura 11

6. Examinar atentamente os orifícios de entrada e saída dos fios. Pedir para o paciente gesticular para forçar a exteriorização dos fios.

7. Curativos com micropore nos pontos de entrada e saída.

8. Iniciar azitromicina 500 mg – 1x/ dia durante 3 dias

9. Iniciar A .I.N.E durante 3 dias

10. Creme para equimoses

TÉCNICA DE IMPLANTE PARA BRAÇOS E COXAS

Para procedermos o implante em zonas mais longas como são os braços e coxas necessitamos de uma cânula semelhante àquelas usadas para implantes de fios de tração mas com diâmetro interno menor ( o grau de lesão é mínimo ) ou utilizamos uma pinça passa-fio de Graziosi utilizada em dermossustentação do SMAS. Os implantes de fios de ouro ao longo dos braços seguem o trajeto paralelo da fossa biciptal em direção ao tríceps, percorrendo 180 graus em torno do braço, desde a região axilar até o nível do cotovelo. Obtém-se grandes resultados com a associação de 3 a 4 fios de tração de polipropileno dispostos perpendicularmente ao sentido dos fios de ouro. Pede-se para o paciente fazer musculação de tríceps , pois os fios irão agir na pele e não na musculatura.

Nas coxas, dá-se preferência à face interna das coxas seguindo as linhas do trajeto linfático entrecruzando-se os fios para um maior remalhamento das fibras colágenas.

FLACIDEZ DE BARRIGA

São indicados para casos muito selecionados. Pacientes magras com flacidez de pele que não eram obesas. Pacientes com “ umbigo triste”, ou seja, umbigo ptosado podem obter vantagens com os fios de ouro quando implantados de maneira centrífuga ao umbigo com 2 a 3 fios circulando o umbigo.

PREENCHIMENTOS

Os fios de ouro são muito utilizados pelo médico francês Dr Auffret ( 4 ) o qual o utiliza para estimular a formação de colágeno nas rugas finas dos pés – de- galinha e rugas em código de barra em torno dos lábios. Utiliza ainda como estimulante de colágeno naquelas mãos senis de pele finíssima, sem colágeno algum, com atrofia da musculatura intermetacarpiana, com bons resultados. Em nosso serviço, utilizamos os fios de ouro para preenchimento de rugas periorais em código de barra de 1º grau as quais, se submetidas a técnicas de preenchimento, notaríamos um relevo inadequado. Interessante, também, é o efeito de utilizar o fio-de-ouro naquelas pacientes que têm medo de preencher seus lábios com outros materiais e que não queiram ficar com seus lábios muito proeminentes. Descreve-se a técnica a seguir:

Preenchimento de lábios:

- Agulhar o fio a ser passado no vermilhão duplo ( 2 fios na mesma agulha )

- Proceder primeiramente um descolamente do vermilhão antes de passar o fio.

- Implantar o fio duplo no vermilhão passando-o totalmente de lado –a –lado cruzando a linha média.

- curativo

Rugas em código de barras: Figura 13

- Passar 2 fios simples ao longo de todo o trajeto das ruguinhas em código de barra

- Curativo

DICAS

Como os fios de ouro necessitam 3 meses para agirem e mostrarem seus resultados, costumamos realizar tratamentos complementares que irão melhorar ainda mais os resultados e proporcionar uma maior satisfação no paciente:

- Realizamos 6 peelings de ácido retinóico a 5% de 15 em 15 dias durante os 3 meses de espera, ou pode-se optar por realizar um peeling de ação média tipo TCA a 35 % para melhorar o fotoenvelhecimento do paciente .

- Fizemos o preenchimento dos sulcos nasogenianos do paciente enquanto esperamos a retração dos fios.

- Procuramos indicar mais fios de ouro em pacientes mais jovens. Não deixamos para indicar os fios de ouro em situações que se deveria indicar fios de tração. Nesse caso a associação das duas técnicas é melhor.

- Associe fios de tração junto aos fios de ouro. A quantidade a ser usada de cada um dos dois fios é menor .

COMPLICAÇÕES

As complicações do implante dos fios de ouro são aquelas comuns a todo procedimento ambulatorial médico, como equimose, sangramento, etc. Qualquer outra complicação mais séria fatalmente estará ligada à má técnica, avaliando-se a nobreza do material e às exaustivas publicações ao longo dos 40 anos de implantes de fios de ouro.

1. Equimose

2. Reação inflamatória e endurecimento local

3. Extrusão do fio

4. Granuloma ( ponta do fio que tocou na derme )

5. Infecção ( má- técnica, má- indicação )

BIBLIOGRAFIA

1. Orenes P., ( 1991) Reporte de hilo de oro, estudio anatomo patológico. “Armonia médica” , 14: 8-15. Espanha.

2. Rondo,W, “Histologic Study of the Skin With Gold Thread Implantation” Plast and Reconst Surg 97 (1) 256-257 Jan 1996

3. Gonçalves, L.G. et al “ Hilo de Oro: Relleno o Sustentación?” Méd Est & Cosm Siglo XXI 3 (10) 5-14 Set 1997

4. Auffret, C. “ Estudio Comparativo de diferentes hilos utilizables para el relleno de arrugas” Méd Est & Cosm Siglo XXI 3 ( 11 ) 17-21 Nov 1997

5. Singh G; Fries J. F. et al “ Toxicity profiles of diseases modifying antirheumatic drugs in rheumatoid arthritis. The Journal of Rheumatology, 18 (2) :188-94.

6. Sisam DA; SheehanJ.P., Chronic neutropenia following gold therapy . J. Am . Osteopathol. Assoc. 90: 83,1990

7. Voorneveld C.R., Shear, N. H, and Rubin, L.A. Anaphylactic reaction after gold injection. J. Rheumatol. 19: 1650, 1992

8. Vallejo Irastorza, G., Lopez Cedrun, J. L. et al . Reaccion liquenoide oral secundaria a terapia com Sales de oro. Av. Odontoestomatologia 6: 131, 1990.

9. Tsalev, D.L. , and Zaprianov, Z. K. Analytical aspects and health significance. In Occupational and Environmental health practice, vol.1 Boca Raton, Fla.: CRC Press, 1983. pp 3-5.

10. Carson, B.L., Ellis, H.V. Gold mammalian toxicity summary. In Toxicology and Biological Monitoring of Metals in Humans. Lewis Publishers. Pp 107-111

11. Fernandez Casares, M., Casas, H. A. and Leczycki, H. Tocicidad pulmonar por Sales de oro . Medicina ( B Aires ) 51: 59,1991

12. Berry, C.W., Moore,T.J. et al . Antibacterial activity of dental implant metals. Implant Dent. 1: 59, 1992

13. Iijima,S. Histopathological study of the effect of pure metals to the periodontal tissues. Nippon Shishubyo Gakkai Kaishi 3: 997, 1989

Figura 1 – Apresentação do Fio de Ouro

 

Figura 2 – Estudo Anátomo-patológico do fio de ouro implantado. ( Foto cedida por Dr Wilson Rondó Jr ao autor)

 

Figura 3

 

Figura 4 – Desenho esquemático mostrando os granulomas de ponta no fio implantado.

 

Figura 5 – Técnica do Remaillage : Pontos iniciais de marcação estão em destaque. ‘A’ está a 1 cm a frente do trágus e ‘A1’ está ao nível da asa do nariz.

 

Figura 6 – Disposiçao esquemática de colocação dos fios de ouro na face e no pescoço – Técnica do Remaillage ( Malha de Rede )

 

Figura 7 – Marcação dos pontos pela Técnica do Pára-Quedas Invertido

 

Figura 8 – Disposição Esquemática da colocação dos fios de ouro na face e no pescoço – Técnica do Pára-Quedas Invertido

 

Figura 9 – Material Necessário

 

Figura 10 – Marcação e infiltração anestésica

 

Figura 11 – Introdução da agulha a nível subdérmico.

 

Antes

90 dias após

Antes 90 dias após

Figura 12 – Resultado do implante de fios de ouro pela técnica do remaillage ou malha de rede

 

Figura 13 – Atenuação de rugas periorais em código de barras com implantes de fios de ouro

 

 

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